CURUMIN APRESENTA “JAPAN POP SHOW” DIA 28 DE JUNHO NO STUDIO SP

Álbum será vendido no show por R$ 10,00

Dia 28 de junho, sábado, Curumin faz mais um show de lançamento de seu segundo disco, “Japan Pop Show” (YB), agora no Studio SP. Ao vivo o músico tem a companhia de Lucas Martins (baixo) e Loco Sosa (bateria, percussão e programação). “Esse show é bem diferente dos anteriores, já que temos formação e linguagem novas. A banda [Os Aipins] agora é um trio e estamos experimentando trabalhar mais com máquinas no palco”, diz Curumin.

O repertório vem com faixas recém-saídas do forno, como “Kyoto”, “Sambito”, “Magrela Fever” e “Compacto” – esta última ganhou destaque no Pitchfork Media, templo informativo da música indie mundial, que descreveu a faixa como “Can You Get to That”, do Funkadelic, tocada por um híbrido de Jorge Ben e Caetano Veloso. “Japan Pop Show” será vendido no show por apenas R$ 10,00.

Segundo o jornal The New York Times, o cantor, compositor e multi-instrumentista paulistano, batizado Luciano Nakata Albuquerque, é “um dos músicos jovens mais espertos da cena musical do Brasil e mestre em samba funk”. Ele soma quatro turnês em solo americano, vendeu mais de 15 mil discos nos Estados Unidos e ainda caiu nas graças de nomes como DJ Shadow e a atriz Natalie Portman.

Serviço:

Curumin lança “Japan Pop Show” @ Instituto e a Coleta Seletiva

DJ: Daniel Ganjaman

Data: 28 de junho, sábado

Local: Studio SP

Endereço: Rua Augusta, 591 – Centro – São Paulo/SP
Horário: 23 horas

Ingressos: R$ 25 (porta), R$ 15 (lista p/ studiosp@studiosp.org)

Censura: 18 anos

Site: www.studiosp.org


Links:

www.myspace.curumin

www.yb.com.br

25/06/2008. curumin, ybmusic. 1 comentário.

SHOW DIA 22/06 NO AUDITÓRIO IBIRAPUERA REÚNE A NOVA CARA DA MÚSICA BRASILEIRA

Projeto “Tudo de Novo”, desenvolvido por Bruno Morais e Romulo Fróes, tem participações de Andréia Dias, Cidadão Instigado, Curumin e Guizado

Com o objetivo de mapear o que de novo vem acontecendo na música brasileira e tendo como ponto geográfico a cidade de São Paulo, Bruno Morais e Rômulo Fróes resolveram juntar artistas talentosos para dividir o palco, dia 22/06, no Auditório Ibirapuera, dentro do projeto “Tudo de Novo”. Eles recebem no palco Andréia Dias, Cidadão Instigado, Curumin e Guizado.

A idéia é um show conjunto com todos os artistas, organizado pela formação de cada banda, contando que muitos dos músicos fazem parte de outras formações. Com isso, surge o conceito de dinamizar o show, criando um atrativo a mais ao público que tentará reconhecer a qual artista cada canção pertence, já que elas não estarão organizadas em bloco de autores e sim, a serviço da facilidade de troca de palco.


“Tudo de Novo” pode significar repetição, pode significar também renovação, neste caso abrange os dois significados. Partindo de um desejo inicial, a tentativa de mapear o que de novo vem acontecendo na música brasileira e tendo como ponto geográfico a cidade de São Paulo, nos deparamos com o fato, após a escolha dos artistas, de que grande parte deles possuem quase a mesma banda, o mesmo time de músicos que para além de seus projetos pessoais, colaboram em outros trabalhos.

Porém, curiosamente, essa colaboração não se dá necessariamente, de maneira decisiva, na criação artística, quando da participação desses artistas em outro trabalho que não o seu. Ela se dá quase como que uma atividade braçal, obviamente que contando com o inegável valor destes “trabalhadores”, mas sem criar, necessariamente, algo que se possa chamar de um novo pensamento sobre a música popular brasileira, ao menos um pensamento que tenha sido articulado conjuntamente por estes artistas.

A pretensão, ao reunir num mesmo espetáculo estes artistas, é identificar o que cada um deles têm de semelhança e de especificidade, entender o fato de se visitarem e encontrar o elo de ligação, sem querer com isso propor a idéia de um movimento, mas também não ignorando tal acontecimento. Não cabe a nenhum de nós prever, guiar ou impedir o curso da história, quem sabe não seja ela acontecendo.Tudo de novo!

Direção Artística:

Bruno Morais - cantor e compositor de Londrina, residente em São Paulo, lançou seu primeiro e elogiado disco, “Volume Zero” em 2005 e atualmente se encontra finalizando seu novo disco com lançamento previsto para ainda este ano e que deverá se chamar “A Vontade Superstar”. Participou de inúmeros projetos, com destaque para a edição do Red Bull Music Academy na cidade de Seattle em 2005 e o Prata da Casa em 2007 no Sesc Pompéia, sob a curadoria do jornalista Pedro Alexandre Sanches.

Romulo Fróes - cantor e compositor paulistano, lançou dois discos, “Calado” de 2004 e “Cão” de 2006, sendo ambos muito bem recebidos pela crítica especializada e já prepara o lançamento, ainda em 2008, de seu terceiro disco: “No Chão, Sem o Chão”. Vem realizando muitos shows dentro e fora de São Paulo, com destaque para suas participações no Prata da Casa em 2005, sob a curadoria do jornalista Israel do Valle e na direção do projeto “Disco de Ouro: Acabou Chorare” em 2006, ambos no Sesc Pompéia. Participou também, da edição 2007 do festival TrocaBrahma, tocando em Glasgow, Liverpool e Londres.

Repertório:

Vermelho (Guilherme Mendonça) – Guizado

Malstar Card (Curumin) – Curumin

Sei Lá (Guilherme Held, Romulo Fróes e Clima) – Romulo Fróes

O Verdadeiro Conceito de um Preconceito (Fernando Catatau) – Cidadão Instigado

Asas (Andreia Dias) – Andreia Dias

Do Inferno II (Bruno Morais) – Bruno Morais

Miragem (Guilherme Mendonça) – Guizado

O Tempo (Fernando Catatau) – Cidadão Instigado

Libido (Andreia Dias e Iara Rennó) – Andreia Dias

Bombeiro Vermelho (Bruno Morais e Marcela Biasi) – Bruno Morais

Vem Menina (Curumin e Lino Crizz) – Curumin

Cala Boca Já morreu (Fábio Sá, Romulo Fróes e Clima) – Romulo Fróes

Rinkisha (Guilherme Mendonça) – Guizado

A Vontade (Bruno Morais e Ivana Debértolis) – Bruno Morais

Compacto (Curumin) – Curumin

Para Fazer Sucesso (Guilherme Held, Romulo Fróes e Nuno Ramos) – Romulo Fróes

Seu Retrato (Andreia Dias) - Andreia Dias

Links:

www.myspace.com/brunomorais
www.myspace.com/romulofroes
www.myspace.com/curumin
www.myspace.com/cidadaoinstigado
www.myspace.com/andreiadias
www.myspace.com/guizado
Serviço:

Tudo de Novo com Bruno Morais, Guizado, Curumim, Andréa Dias, Romulo Fróes e Cidadão Instigado
Data: 22 de junho de 2008, domingo
Local: Auditório Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 2 do Parque do Ibirapuera – São Paulo/SP
Horário: 19 horas
Duração: 90 minutos aproximadamente
Ingressos: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia-entrada)
Classificação indicativa: Livre
Capacidade: 800 lugares
Ar-condicionado. Acesso a deficientes. Proibido fumar no local.
www.auditorioibirapuera.com.br

Estacionamentos / Transporte:

Estacionamento Zona Azul – R$1,80 por duas horas. Dias úteis das 10h00 às 20h00, sábados, domingos e feriados das 8h00 às 18h00.
Ônibus: Estação da Luz – Linha 5154 – Terminal Sto Amaro / Metrô Brás – Linha 5630 – Jd. Eliana / Metrô Ana Rosa – Linha 675N – Terminal Sto. Amaro – Linha 677A – Vila Gilda – Linha 775C – Jd. Maria Sampaio / Metrô Vila Mariana – Linha 775 A – Jd. Adalgiza.
Sugerimos que utilizem táxi.

Horários da bilheteria do Auditório Ibirapuera:

NÃO ABRE SEGUNDA-FEIRA
Terça a Quinta: das 9h às 18h
Sexta e Sábado: das 9h às 21h
Domingo: das 9h às 18h

Ingresso em casa e pontos de venda:

Sistema Ticketmaster, pelo site http://www.ticketmaster.com.br ou 11 6846-6000. Formas de Pagamento: Visa, Amex e Mastercard, todos os cartões de débito e dinheiro. Não aceita-se cheques.

É recomendável comprar o ingresso com a máxima antecedência.

Meia Entrada:

- Estudantes: apresentar na entrada Carteira de Identidade Estudantil.
- Professores da Rede Estadual, Aposentados e Idosos acima de 60 anos: apresentar RG e comprovante.
- Menores de 12 anos, acompanhados pelos pais, têm direito a 50% de desconto do valor da inteira, quando Censura Livre.

11/06/2008. cidadaoinstigado, curumin, romulofroes, ybmusic. Deixe um comentário.

TUDO DE NOVO – Projeto desenvolvido por Bruno Morais e Romulo Fróes

Apresentação no Auditório do Ibirapuera no dia 22.06.08 com a participação de Andréia Dias, Bruno Morais, Cidadão Instigado, Curumin, Guizado e Romulo Fróes

Tudo de novo pode significar repetição, pode significar também renovação, neste caso abrange os dois significados. Partindo de um desejo inicial, a tentativa de mapear o que de novo vem acontecendo na música brasileira e tendo como ponto geográfico a cidade de São Paulo, nos deparamos com o fato, após a escolha dos artistas, de que grande parte deles possuem quase a mesma banda, o mesmo time de músicos que para além de seus projetos pessoais, colaboram em outros trabalhos.

Porém, curiosamente, essa colaboração não se dá necessariamente, de maneira decisiva, na criação artística, quando da participação desses artistas em outro trabalho que não o seu. Ela se dá quase como que uma atividade braçal, obviamente que contando com o inegável valor destes “trabalhadores”, mas sem criar, necessariamente, algo que se possa chamar de um novo pensamento sobre a música popular brasileira, ao menos um pensamento que tenha sido articulado conjuntamente por estes artistas.

A pretensão, ao reunir num mesmo espetáculo estes artistas, é identificar o que cada um deles têm de semelhança e de especificidade, entender o fato de se visitarem e encontrar o elo de ligação, sem querer com isso propor a idéia de um movimento, mas também não ignorando tal acontecimento. Não cabe a nenhum de nós prever, guiar ou impedir o curso da história, quem sabe não seja ela acontecendo.Tudo de novo!

Direção Artística:

Bruno Morais - cantor e compositor de Londrina, residente em São Paulo, lançou seu primeiro e elogiado disco, “Volume Zero” em 2005 e atualmente se encontra finalizando seu novo disco com lançamento previsto para ainda este ano e que deverá se chamar “A Vontade Superstar”. Participou de inúmeros projetos, com destaque para a edição do Red Bull Music Academy na cidade de Seattle em 2005 e o Prata da Casa em 2007 no Sesc Pompéia, sob a curadoria do jornalista Pedro Alexandre Sanches.

Romulo Fróes - cantor e compositor paulistano, lançou dois discos, “Calado” de 2004 e “Cão” de 2006, sendo ambos muito bem recebidos pela crítica especializada e já prepara o lançamento, ainda em 2008, de seu terceiro disco: “No Chão, Sem o Chão”. Vem realizando muitos shows dentro e fora de São Paulo, com destaque para suas participações no Prata da Casa em 2005, sob a curadoria do jornalista Israel do Valle e na direção do projeto Disco de Ouro: Acabou Chorare em 2006, ambos no Sesc Pompéia. Participou também, da edição 2007 do festival TrocaBrahma, tocando em Glasgow, Liverpool e Londres.

Serviço:

Tudo de Novo com Bruno Morais, Guizado, Curumin, Andréa Dias, Romulo Fróes e Cidadão Instigado
Data: 22 de junho de 2008, domingo
Local: Auditório Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 2 do Parque do Ibirapuera – São Paulo/SP
Horário: 19 horas
Duração: 90 minutos aproximadamente
Ingressos: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia-entrada)
Classificação indicativa: Livre
Capacidade: 800 lugares
Ar-condicionado. Acesso a deficientes. Proibido fumar no local.
www.auditorioibirapuera.com.br

14/05/2008. cidadaoinstigado, curumin, romulofroes, ybmusic. Deixe um comentário.

CURUMIN LANÇA “JAPAN POP SHOW” DIA 16 DE MAIO NO SESC POMPÉIA

Álbum será lançado em streaming pelo MySpace no dia 15

Dia 16 de maio, sexta-feira, Curumin lança seu segundo disco “Japan Pop Show” (YB) no palco da Choperia do Sesc Pompéia. O álbum tem lançamento na íntegra no MySpace Brasil um dia antes, 15/05, no endereço www.myspace.com/curumin e fica disponível por 24 horas. A versão física só será vendida em shows e pela internet.

Ao vivo Curumin tem companhia de Lucas Martins (baixo) e Loco Sosa (bateria, percussão e programação). “Esse show é bem diferente dos anteriores, já que temos formação nova e linguagem meio nova também. A banda [Os Aipins] agora é um trio e estamos experimentando trabalhar mais com máquinas no palco. Bora!”, convida o músico.

O repertório vem com faixas recém-saídas do forno, como “Kyoto”, “Sambito”, “Magrela Fever” e “Compacto” – esta última ganhou destaque no Pitchfork Media, templo informativo da música indie mundial, que descreveu a faixa como “Can You Get to That”, do Funkadelic, tocada por um híbrido de Jorge Ben e Caetano Veloso.

Segundo o jornal The New York Times, o cantor, compositor e multi-instrumentista paulistano, batizado Luciano Nakata Albuquerque, é “um dos músicos jovens mais espertos da cena musical do Brasil e mestre em samba funk”. Ele já soma quatro bem-sucedidas turnês em solo americano, vendeu mais de 15 mil discos nos Estados Unidos e ainda caiu nas graças de nomes como DJ Shadow e a atriz Natalie Portman.

Links:

www.myspace.curumin

www.yb.com.br

Tracklist:

01. Salto com Joelhada no Vácuo
02. Dançando no Escuro (part. Marku Ribas)
03. Compacto
04. Magrela Fever
05.
Kyoto (part. Blackalicious e Lateef The Thruth Speaker)
06. JapanPopShow
07. Misterio Stereo
08. Saida Bangu
09.
Mal Estar Card
10. Sambito
11. Caixa Preta (part. BNegão e Lucas Santtana)
12. Esperança
13. Fumanchú

Serviço:

Curumin lança “Japan Pop Show”

Data: 16 de maio de 2008, sexta-feira

Local: Choperia do SESC Pompéia

Endereço: Rua Clélia, 93 – Pompéia

Telefone: (11) 3871-7700

Horário: 21 horas

Ingressos: R$ 16,00 (inteira), R$ 8,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino), R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes)

Censura: 18 anos

www.sescsp.org.br/sesc


“JAPAN POP SHOW”, CURUMIN

“Japan Pop Show”, programa de TV exibido nas manhãs de domingo nos anos de 1980, era um karaokê produzido e protagonizado por imigrantes japoneses e seus descendentes no Brasil. Curumin, neto de japoneses e nesta época ainda criança, se encantava com as performances um tanto cômicas dos anônimos candidatos a cantores de sucesso. Já a atração seguinte ao programa de calouros da comunidade japonesa não despertava o mesmo interesse, se entediava com o culto eletrônico do americano Jimmi Sweggart. Talvez já chamasse mais sua atenção à musicalidade dos pregadores negros, que as preces sem swing do branco pastor Jimmy.
“Japan Pop Show” é o nome do segundo disco de Curumin e se o título faz referência à sua descendência, o som do disco traz no seu DNA, o que já conhecíamos de “Achados e Perdidos”, primeiro álbum de Curumin, uma profusão de ritmos e influências, com matriz fundamentalmente na música negra. Mas há muito mais caldo nesse mocotó.
O disco se abre num “Salto com Joelhada no Vácuo”. Somos recebidos com o clássico golpe de Sawamur, herói do animé japonês, que nomeia a vinheta instrumental. A caixa de música de Curumin é acionada, nos revelando parte de seu vasto universo sonoro: uma melodia delicada de timbre oriental, um trompete jazzy e um coro gospel, aliados ao groove de beats graves e enérgicos. Uma mistura de festa e contemplação nos conduz a faixa seguinte, “Dançando no Escuro”, canção de elaborada melodia, interpretada magistralmente pelo mestre do Sambasoul Marku Ribas, que adiciona mais tempero ao caldeirão de Curumin, com seu baixo, bateria e percussões de inspiração no afrobeat. Em “Compacto” (que tem a participação de RV Salters, tecladista do Honeycut, banda pertecente ao casting da Quannum, selo que licenciou o CD de Curumin nos Estados Unidos) a fusão sonora característica de seu trabalho, toma contornos mais claros. Canção levada por um violão percussivo e teclados de sotaque soul, “Compacto” une suas influências brasileira e americanas. Jorge Ben encontra Stevie Wonder.
Na sequência, em “Magrela Fever”, entramos num travelling, embalados por um rock com sabor de jovem guarda e pelas guitarras de Fernando Catatau da banda Cidadão Instigado que parecem tiradas de uma trilha sonora de Ennio Morricone para um filme de Sergio Leone. Curumin nos leva na garupa de sua magrela, através de seus pensamentos, com o vento batendo na cara, guidão torto, roda amassada/vou de qualquer maneira/e eu assumo o risco e despisto com meu riso/na maciota, na boa/não vou ficar marcando tôca/que a maldade corre solta. O rock aparece em outro dois momentos no disco, mais ao modo de Curumin, transformado, misturado à suas influências. Em “Mal Estar Card”, com seu riff setentista e groove funky e em “Saída Bangu”, uma construção/desconstrução da grande canção de Jards Macalé e Waly Salomão, Revendo Amigos. O Rock torto de Macalé e a bateria descontrolada de Tutty Moreno, são organizados num beat poderoso que mantém da letra original da canção apenas o verso volto pra curtir. Curumin traz o gênio de Macalé pra sua festa e o apresenta as suas próprias armas na reinvenção da música popular brasileira.
Em “Kyoto”, nos damos conta do caminho percorrido por Curumin desde seu primeiro disco até agora. Ele nos mostra sua profunda intimidade com um lado da música americana atual. Sua sucessão de versos em tom de improviso parece tirada de uma sessão de freestyle, talvez este o motivo de “Kyoto” ser creditada a tantos autores – além de Curumin e Anelis Assumpção-, estão entre seus compositores, Chief XCel e Gift of Gab do Blackalicious e Lateef, MC do DJ Shadow, todos estes, artistas e sócios da Quannum. No momento em que aparentemente deixa para trás suas influências brasileiras, Curumin se lança na difícil tarefa de mandar um hip-hop ao lado dos “pais da matéria”, correndo o risco de não passar de um pobre arremedo. Pois corre o risco e se dá muito bem! Sem diminuir a importante participação de seus companheiros de gravadora, muito menos a mixagem pilotada pelo cultuado produtor Scotty Hard, mas ainda que sob a inspiração do modelo de Lateef e seus pares, Curumin adiciona a este, uma ginga estranha, um sotaque, um modo de pronunciar as rimas que o traz de volta ao Brasil. Também na sua construção poética, “Kyoto” se destaca de seu modelo americano. Seja, por exemplo no cruzamento inventivo do verso ‘Ligue Jah’, em que o célebre bordão do charlatão Walter Mercado é usado pra evocar a figura de Jah, seja quando recorre às figuras do Pajé e do Paxá, onde talvez mais importante que justapor autoridades de povos muito diferentes, como o indígena e o árabe, na causa pela salvação do planeta terra (tema da canção), seja a similaridade que as duas palavras contém. Ou ainda, quando Curumin explora no canto, a proximidade fonética da palavra-título da canção, “Kyoto”, repetindo apenas sua primeira sílaba, com o início do verso qué que você tem a ver com isso cabloco. Todas, imagens talvez difíceis de se explicar a um estrangeiro e por isso mesmo muito originais.
Outra apropriação, se é que aqui cabe o termo, de um estilo que talvez não seja natural a Curumin, se dá em “Caixa Preta”, um funk carioca pesadão em que é acompanhado pelos vocais furiosos de Bnegão, um dos compositores da faixa, ao lado de Curumin, Lucas Santtana e Tejo. Também aqui dá a volta. Com um apuro na produção, estranho ao som propositadamente tosco do funk carioca, Curumin se aproxima antes do miami bass, principal influência do estilo. Em “Caixa Preta” também, acontece algo que se repete ao longo do disco, que é uma estranha e interessante junção de engajamento e diversão. Em canções dançantes, impossível de serem ouvidas sem se mexer, Curumin manda textos contundentes, encharcados de indignação, sobre temas que acredita que precisam ser discutidos. Sob camadas de grooves arrasadores, a agressão ao meio ambiente, a ganância humana, a má distribuição de renda, a corrupção, tudo o que lhe perturba é dito nestas canções. Ainda que o som poderoso de Curumin nos quer balançando as cadeiras, não quer que nossas cabeças parem de funcionar.
Mas todo mundo quer amor e paz na terra, diz a letra de Esperança, canção de Lucas Martins e Deon (da banda sergipana Lacertae) e o disco também tem seus momentos de pura contemplação como em “Fumanchu”, tema instrumental hipnotizante com a presença de Daniel Ganjaman nos teclados. Românticos também, como não. “Mistério Stereo”, uma balada de linda melodia e ótimos versos é levada por um violão incrivelmente simples, de acampamento. Curumin declara seu amor: “eu fiz um par de brincos pra brincar todo dia / pra vibrar cada canto dominante no seu coração, rodeando, balançando, enfeitando seu ouvido, seu pescoço, seu corpo, sua casa, seus jardins, contrapondo seu ritmo, seu som, tornando sua alma dissonante enfim.”
“Japan Pop Show”, a faixa título do disco é uma espécie de reencontro de Curumin com seu passado, como se finalmente subisse ao palco do programa de TV de sua infância para cantar, com algum filme fazendo parte do cenário de sua apresentação, como acontece nos Karaokês. O filme? Um velho e embriagado samurai que nos convida à tomar o chá da sabedoria, sentados em nossa própria sombra debaixo de alguma árvore em uma paisagem ao cair tarde no Japão. A canção? Poderia ser “Sambito”, sua parceria com Flu, cantada em japonês e o mais próximo que podemos chamar de um samba japonês, com o ritmo construído através de samplers. Sai o batuque, entram teclados e a guitarra de seu parceiro Tommy Guerrero, músico americano autor de aclamados álbuns e uma lenda do skate nos anos de 1980, que retribui a participação de Curumin em seu disco mais recente.
Na biografia de Tim Maia escrita por Nelson Motta, lançada em 2007, é relatado sua angústia com os métodos de gravação no início dos anos de 1970 no Brasil. Recém-chegado dos Estados Unidos, Tim não compreendia como os técnicos não conseguiam tirar o som de baixo e bateria que ele ouvia ali no estúdio, no momento da gravação e nos discos americanos que tanto o influenciavam. Chegou até a importar equipamentos, acreditando ser este o problema. Curumin faz parte de uma geração com total acesso às tecnologias de gravação e tem mesmo, apreço pelo ofício. Pesquisa modos de captação, estilos de produção, equipamentos, instrumentos, novos e antigos. Junto a seus grandes parceiros, Gustavo Lenza e Lucas Martins, é responsável pelo fenomenal som do disco, um dos melhores já produzidos na música brasileira e que certamente virará referência de produção daqui pra frente.
“Japan Pop Show” é lançado no ano em que se comemoram cem anos da imigração japonesa no Brasil, uma feliz coincidência que nos leva a pensar sobre quanta riqueza provocou nossa miscigenacão, e no caso de nossa música, o quanto essa característica a tornou numa das mais reconhecidas no mundo. No disco de Curumin, essa miscigenação é levada a outro patamar. O brasileiro, nascido na cosmopolita e globalizada São Paulo, o baterista profundamente influenciado por nossas raízes africanas, reencontra seus antepassados vindos do oriente, de uma cultura tão diferente da nossa e de uma música diametralmente oposta, se relaciona com tudo isto à sua maneira, antenado com o modo de produção atual, com a tecnologia existente nestes primeiros anos do século XXI e cria uma nova coisa, a sua música. É curioso, que mesmo depois de todas estas transformações, podemos ainda chamá-la: Música Brasileira. Se a vaga de síndico do condomínio Brasil ainda está vaga, Curumin, eis aqui um forte candidato. Tenho certeza que mestre Tim Maia aprovaria a indicação.
(Rômulo Fróes, cantor e compositor)

13/05/2008. curumin, ybmusic. Deixe um comentário.

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