Rainhas prestam homenagem à Amy Winehouse

Nesta última quarta-feira, em um show em Nova Iorque, Wanda Jackson, tocou a sua versão para “You Know I’m No Good”. A música também faz parte de The Party Ain’t Over, álbum de regravações que a Rainha do Rock lançou no ínício deste ano, com produção de Jack White. Pra mim um dos melhores álbuns do ano. No show, Wanda, com 73 anos, disse “nunca imaginei que faria um tributo a Amy”.

Por favor, veja até o final!
Outra música de Amy também já fazia parte do repertório de outra diva, Ronnie Spector, ex-líder das Ronettes, a Rainha das Girl Groups. Aqui, “Back to Black” ao vivo em um show em 17 de dezembro de 2010. 

Depois da morte de Amy, Ronnie gravou em estúdio uma versão de B2B e escreveu um belíssimo texto para a Rolling Stone sobre a sua discípula inglesa no qual compartilhou o seu problema com a bebida. Abaixo, a tradução:

“Não ficava triste assim há muito tempo, ainda mais por alguém neste negócio. Tentei ir à mercearia fazer compras para minha família e eu parecia um fantasma pelos corredores. Não conseguia pensar em nada além de Amy. Quando a vi na TV há duas semanas e percebi que ela estava drogada e bebendo, eu disse: ′Diabos! Não fique como eu há 20 anos. Eu fiquei limpa, você também tem que ficar!’. E duas semanas depois ela está morta. Estou devastada.

Toda vez que eu olhava para ela, era como se estivesse olhando para mim mesma. Ela tinha meu penteado, meu delineador nos olhos, minha atitude. Ela tinha muita alma em sua voz e suas letras eram tão maravilhosas que eu não poderia fazer mais nada a não ser cantar uma de suas canções. Fiquei muito feliz de encontrar uma artista como Amy, ela me lembrava de minha juventude. E ela amava girl groups. Droga! Eu pensei que ela poderia continuar.

Quando eu tinha 20 anos, eu era uma garota perdida – que bebia, não sabia o que fazer ou onde ir. Nunca tomei drogas e dizia, “não, você não vai colocar uma agulha em meu braço”, mas beber era tão ruim quanto.  Nos anos 60 todo mundo estava se drogando e eu perdi muita gente para o vício. Eu conheci Jimi Hendrix. Costumava tocar com ele no Village. Quando eu tinha um hit número 1 no mundo todo, os Rolling Stones eram minha banda de abertura. Eu estava cercada de drogados, mas minha mãe sempre viajava comigo e, onde quer que eu fosse, ela servia como uma proteção para eu não ver as coisas ruins.

Você não consegue ficar em torno de pessoas que bebem ou usam drogas, mesmo membros da família. Aprendi isso 20 anos atrás no A.A. Eu tive dois garotos e quando eles tinham 4 e 5 mudamos para Connecticut. Em Nova York há lojas de bebidas em cada esquina e eu não precisava disso. Eu sabia o suficiente para deixar isso. Agora eu não bebo. Eu não faço nada além dos meus shows e tomar conta de meus filhos.

Amy veio ver meu show em Londres há uns seis meses e estava muito tímida, se escondendo atrás das pessoas, mas eu pude ver seu penteado e sabia que ela estava ali. Era tudo o que eu precisava. Quando eu cantei ‘Back to Black’ pude ver as lágrimas em seus olhos e eu também chorei”.

Isso só prova que Amy era tão especial que era respeitada até por divas absolutas da música! ;~~

E neste sábado, dia 30 de julho, vai rolar em Nova Iorque o Girl Group Extravaganza, grande show reunindo várias vocalistas de girl groups como Ronnie, Lala Brooks (The Crystals) e Lesley Gore. Provavelmente outra homenagem virá pois uma das últimas músicas gravadas por Amy foi justo uma interpretada por Lesley, “It’s My Party”, parte do Tributo a Quincy Jones lançado em 2010.

Queria ser uma mosquinha pra voar até esse show!!! ♥

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