Filme "Corações Sujos" divulga seu cartaz oficial e mais quatro versões

Já havia falado de Corações Sujos neste post, mas a equipe do filme divulgou mais quatro versões de seu cartaz oficial, um mais lindo do que o outro, e achei que eles mereciam outro post. A criação é da agência Ana França Design.

Versão final
Qual o seu favorito?
Segundo teaser do filme

O filme tem previsão de estreia pra novembro. Acompanhe as notícias do filme pelo Facebook.

PS: Nem tenho nada a ver com o filme, tá? Não trabalho em sua divulgação e nem nada parecido. É que como sou fã do livro e da história estou acompanhando a produção desde o início.

"Corações Sujos": sai o teaser do filme baseado em livro de Fernando Morais

Saiu o primeiro teaser oficial de “Corações Sujos”, filme de Vicente Amorim baseado no livro de Fernando Morais. Li o livro recentemente, fiquei encantada/obcecada pela história e quando soube que um filme estava sendo feito acompanhei a produção do filme diariamente pelas redes sociais. Desde o início das filmagens eles mantém blog, Twitter e Facebook.

Pra quem não leu o livro, trata-se de uma grande reportagem sobre como grande parte da colônia japonesa no Brasil não acreditava que o Japão havia sido derrotado pelos americanos. Os que acreditavam na derrota eram  os chamados “corações sujos” e perseguidos até a morte. Uma história obscura e interesantíssima com momentos de arrepiar! Na versão para o cinema, o fio condutor é um romance entre dois imigrantes com os crimes cometidos pela Shindo-Renmei, sociedade secreta japonesa que liderou os ataques, como pano de fundo.

O filme é quase todo falado em japonês e tem em seu elenco atores de filmes como “Cartas de Iwo-Jima”, “A Partida”, “O Último Samurai” e “Kill Bill”. Como a produção não tinha verba suficiente para várias idas ao Japão, o teste de elenco foi feito pelo Skype. O protagonista é Tsuyoshi Ihara, o elenco brasileiro conta com Eduardo Moscovis e André Frateschi, e a trilha é feita por Akihiko Matsumoto. Foi o primeiro filme totalmente produzido pelo Polo Cinematográfico de Paulínia.

“Corações Sujos” vai ser lançado nacionalmente em outubro, mas em julho terá sua primeira exibição pública no Festival de Paulínia de 2011. Veja o teaser abaixo:

Tem tudo pra ser um dos grandes filmes nacionais do ano! Tomara que a bilheteria também corresponda!!

Elenco de "The Commitments", de Alan Parker, comemora 20 anos do filme com reunion tour

The Commitments em 1991

“The Commitments – Loucos Pela Fama”, ao lado de “Os Irmãos Cara de Pau” e “Tina – What’s Love Got To Do With It” foram os filmes que fizeram com que eu me apaixonasse pela soul music na adolescência. O primeiro este ano comemora 20 anos de existência e o seu elenco vem se reunindo ao longo deste ano para comemorar!

Verdadeiro patrimônio cultural da Irlanda, eles fizeram em março uma reunion tour pelo país e apareceram na mídia local para divulgar. Veja abaixo trechos de alguns shows e de suas aparições na TV:

Não participaram da turnê o ator Johnny Murphy (o Joey “The Lips” Fagan”) e a melhor das três vocalistas, Maria Doyle Kennedy (Natalie Murphy), que está com problemas de saúde. De todo o elenco, ela é uma das poucas que ainda têm uma carreira fora da Irlanda, com aparições em “The Tudors” e “Dexter”.

Andrew Strong, o talentoso e marrento vocalista Deco Cuffie, ainda é um cantor de sucesso na Irlanda. E  guitarrista ruivo Glen Hansard (Outspan Foster) mantém uma bem sucedida carreira como músico com o projeto The Swell Season, que ganhou um Oscar de Melhor Canção em 2008 com “Once”, do filme “Apenas Uma Vez”. Em agosto do ano passado ele se apresentou no Brasil.

The Commitments em 2011

Por incrível que pareça o filme só saiu em DVD no Brasil em 2009, em uma edição bem pobrinha, sem encarte e nenhum extra, mas que já se esgotou. Quem sabe com os 20 anos do filme lancem por aqui a edição dupla especial que saiu no exterior! #Oremos

Documentário "Troubadours" narra a ascensão da cena singer-songwriter dos anos 70

Depois dos turbulentos anos 60, um bando de jovens e talentosos cantores-compositores surgiu na Califórnia dispostos a partilhar os seus pensamentos mais introspectivos apenas utilizando um violão ou um piano. Sua “Meca” era um velho clube beatnik de Los Angeles chamado Troubadour.

Esse é o mote do documentário Troubadours: The Rise of the Singer-Songwriter”, que teve sua premiére no festival Sundance deste ano. O filme fala sobre a cena singer-songwriter que despontou na Califórnia no início dos anos 70, encabeçada por Carole King e seu parceiro James Taylor, além de Kris Kristofferson, David Crosby, Joni Mitchell, Linda Ronstadt, Bonnie Raitt e Randy Newman (hoje mais conhecido como o gênio criador das trilhas de Toy Story).

O filme está sendo lançado hoje em DVD mas minha campanha é pra que ele seja exibido este ano no In-Edit Brasil (peça lá), excelente mostra de documentários sobre música. Seria ótimo pra comemorar os 40 anos de um de meus discos de cabeceira, “Tapestry”, de Carole King! ♥ Por favor, se nunca ouviu este disco faça isso agora! ;-)

Veja o trailer do doc abaixo:

Soulboy, o filme

Soube desse filme através do Coletivo Action, obviamente pirei, e fiz uma nota no site da Trip, onde trabalho desde 2 de agosto de 2010. Torço pra que o filme seja exibido no Brasil!

SOULBOY, O FILME
Filme com obscura cena northern soul como pano de fundo estreia em setembro na Inglaterra

Estreia em setembro na Inglaterra o filme que tem tudo pra ser a nova sensação entre os fãs de música e cultura da noite, assim como 24 Hour Party People – A Festa Nunca Termina, Party Monster e Control. Soulboy gira em torno de Joe (Martin Compston), um jovem entediado com a sua vidinha de proletário e dividido entre duas mulheres, a sexy Jane (Nichola Burley) e a artista Mandy (Felicity Jones). Com a ajuda de Jane, ele encontra na música e na dança um jeito de esquecer dos seus problemas.

O enredo é um romance como tantos outros, mas o palco para esses conflitos é nada menos do que o Wigan Casino, lendária casa noturna onde despontou o Northern Soul, subgênero da soul music. A cena que leva o nome da região onde era tocada e não onde foi criada, surgiu da classe trabalhadora do norte da Inglaterra que cultuava discos obscuros de soul e passos elaborados de dança. Foi uma das primeiras culturas de clube britânicas e ajudou a moldar o chamado madchester e a cena rave.

De produção independente, com um elenco de novatos e diretor desconhecido, Shimmy Marcus, o vigoroso trailer de Soulboy chama a atenção por reproduzir com fidelidade o Wigan Casino, os passos de dança de seus frequentadores e pela trilha sonora repleta de pérolas. O filme estreia em setembro na Inglaterra e ainda não há previsão para as telonas brasileiras. É torcer pra que ele seja exibido na Mostra de São Paulo ou no Festival do Rio.

Pra você entender na prática o que é a northern soul, dois especialistas no assunto, Roberto Iwai e Raphael Morone, do Coletivo Action, prepararam um super Top 10 de faixas antigas e contemporâneas.

01. Major Lance – I Wanna Make Up (Before We Break Up)
Para começar, nada melhor que entender o clima que rolava nos all nighters da época. Em 1972, Major Lance viajava para Stoke on Trent, lar de outra mecca do Northern Soul, o “The Torch”, para gravar um disco ao vivo. Um deus para o público da região e esquecido pelo grande público graças a sua fracassada tentativa de estourar pela Motown, Live at the Torch é uma uma gema subestimada. Na canção “I Wanna Make Up (Before We Break Up)”, que chegou a ser um single pela Stax, todo o espírito do Northern Soul é captado para a o disco. Emociona escutar a platéia inteira cantando junto com Major Lance, em um dos seus números mais dançantes.

02. The Flirtations – Nothing But A Heartache
As Flirtations foram talvez o mais famoso girl group do mundo Northern Soul. Em “Nothing But a Heartache”, as garotas adicionam a doçura das suas vozes na batida funkeada e com metais em ataque da canção que chegou a ganhar um bonito clipe na época. Virou hit nas pistas do Twisted Wheel, uma das excelências em casas noturnas do gênero, e referência para quando se fala de clássicos do Northern Soul.

03. Dobie Gray – Out On The Floor
Dobie Gray foi um artista que já experimentou o gosto do sucesso. Chegou a assinar contrato com a Decca e teve algumas canções nas paradas americanas. Seu maior sucesso foi um dos hinos dos mods nos anos 60, o poderoso soul “The ‘In’ Crowd”. Mas foi só com “Out On The Floor” que Dobie ganhou reconhecimento de lenda: uptempo e com um piano ditando a velocidade da batida, a faixa é um verdadeiro hino ao dançarino de Northern Soul, vejam só: “When I’m out on the floor, it makes me feel like a king/Everybody here, don’t you know what I mean”.

04. Maxine Brown – It’s Torture
Favorita de muitos DJs de Northern Soul, a maravilhosa Maxine Brown inova em “It’s Torture”. Ninguém imaginaria que o pedal fuzz, usado pelas bandas garageiras e psicodélicas, combinaria tanto em uma canção de soul. Simplesmente mágico.

05. The M.V.P.’s – Turning My Heartbeat Up
Com sabor de Modern Soul em alguns momentos, ainda que seja de 1971, “Turning My Heartbeat Up” tem baixo envolvente e um vocal que em certos momentos intercala uma voz suave, com gritos praticamente libertadores no refrão. Um dos elementos instrumentais mais icônicos do northern soul, o vibrafone, marca presença. A letra, mais uma vez, traduz perfeitamente o espírito dos frequentadores dos all nighters. Não tinha como não dar certo entre os dançarinos e DJs da cultura.

06. Lee David – Temptation Is Calling My Name
Palmas, piano, backing vocals e vocais soulful: A receita de bolo do Northern Soul. “Temptation Is Calling My Name” difere das canções uptempo pela levada bem mais suave que possui. A canção perfeita para quebrar o ritmo alucinante dos dançarinos, sem perder o clima de um all nighter.

07. Ocean Colour Scene – All Up
Nos anos 90 e ano 2000 o Northern Soul ganhou uma revalorização por parte dos herdeiros das mais díspares culturas jovens da Inglaterra: comemorando 25 anos de existência entre mods, skinheads, scooteristas e britpoppers, estes voltavam suas atenções para o gênero e tudo que ele representa e significa. Videoclipes como “Familiar Feeling” do Moloko, “Mercy” de Duffy e “Travellers Tune” e “July” do Ocean Colour Scene fazem menções visuais do gênero. Justamente esta última banda citada, que tinha entre seus membros Steve Cradock, um dos maiores entusiastas e frequentadores da nova geração dos all nighters, gravou o que seria a síntese de uma moderna visão do Northern Soul, a faixa instrumental “All Up”, do disco Marchin’ Already, de 1997. Batidas hipnotizantes, pianos sincopados no auge do amor da banda pelo Northern Soul, “All Up” é o retrato de época da contemporaneidade do Britpop não virando as costas para a história da classe jovem trabalhadora britânica, que tudo tinham a ver.

08. Al Supersonic & The Teenagers – I Don’t Know (Where’s My Girl)
O Northern Soul rompeu fronteiras e chegou a Granada, Espanha, graças aos The Teenagers. O grupo, que já foi banda de apoio de Dean Parrish – um dos grandes nomes do gênero – e da bela P.P. Arnold, é uma das boas novidades da cena soulie atual. “I Don’t Know (Where’s My Girl)” tem uma levada cadenciada, emoldurando o vocal grave e melodramático de Al Supersonic, vocalista e líder da banda. Notadamente influenciados pelo estilo, animam vários all nighters pela região da Andaluzia.

09. Andy Lewis & Paul Weller – Are You Trying To Be Lonely?
Produtor, músico e DJ fanático por Northern Soul, Andy Lewis ganhou portas abertas da gravadora Acid Jazz para lançar seus trabalhos imersos nas influências do gênero. Escudado por Eddie Piller, dono da Acid Jazz e um dos mais importantes revitalizadores dos all nighters Inglaterra afora, bastou um encontro com Paul Weller para sintetizar uma das maiores pérolas Northern Soul que se tem notícia no ano 2000. “Are You Trying To Be Lonely?” coloca em prática os anos de pesquisa e modernismo de Weller frente ao The Jam e ao The Style Council junto com o amor de ambos Weller e Lewis pela sonoridade, marcando mais uma inspirada fase na carreira do modfather, e fazendo com que Andy Lewis fosse recrutado como baixista da nova formação da banda de Weller.

10. Lord Large featuring Paul Weller – Left, Right & Centre
Apenas a história por trás de “Left, Right & Centre” já pode ser considerada histórica pelos amantes do Northern Soul: a faixa foi encontrada em meio a uma demo gravada por um Paul Weller nos seus 15 anos de idade, e esquecida até meados de 2005. Parando nas mãos do produtor da banda Lord Large através do DJ e fundador da Wigan Casino Russ Winstanley, na hora foi considerada ser regravada pela banda, sendo Dean Parrish indicação pessoal de Weller. A notícia do lançamento do single causou tanto alvoroço em grupos de discussões de membros de Northern Soul que seu lançamento teve de ser antecipado devido ao grande apoio e pedidos dos fãs do gênero. Dean Parrish é responsável pelo compacto de Northern Soul mais vendido da Inglaterra – da música “I’m On My Way” – e todo esse entusiasmo em meio ao lançamento de “Left, Right & Centre” apenas prova que a cultura do Northern Soul está muito longe de enfraquecer sua chama.

Vai lá
Site www.soulboythefilm.com
www.facebook.com/soulboyfilm
www.twitter.com/soulboyfilm

Estreia hoje o documentário "Uma Noite em 67"

Só tem dinheiro pra ver um filme neste final de semana? Então não deixe de assistir ao documentário “Uma Noite em 67”, que fala sobre o festival que mudou a história da música brasileira. Vi quando passou no festival É Tudo Verdade e gostei bastante!

Como fã da música brasileira, sempre achei triste haver pouco material disponível sobre os festivais, só o livro do Zuza Homem de Mello, algumas matérias de TV, vídeos no YouTube e só. Mas felizmente o publicitário Renato Terra e o jornalista Ricardo Calil se uniram para este grande projeto, a Era dos Festivais,  que pretende documentar toda essa época e que começa com o filme sobre o festival de 67.

O documentário é simples, no tradicional formato entrevistas + musicais. Mas e que musicais! As apresentações são mostradas na íntegra, dá pra se sentir dentro da famosa noite. Não queria estar na pele daqueles jurados, era uma música melhor do que a outra, é emoção do começo ao fim!

Não trabalhei para o filme, mas aqui vai aquele velho pedido de não deixar de assisti-lo em seu primeiro final de semana pra que ele permaneça por mais tempo em cartaz. “Uma Noite em 67” tem tudo para ser um fenômeno como o doc do Simonal, é pra ver, rever, levar os pais e avós!

Veja aqui em quais salas e cidades o filme estreará.

O doc na capa da revista Bravo de agosto

Ninguém sabe o duro que dei

Vou coordenar ações de web do lançamento do documentário “Ninguém sabe o duro que dei”, sobre o Wilson Simonal que, enfim, estreia dia 15 de maio. Tô há um tempão falando desse filme, então vocês devem imaginar como estou feliz por ter conseguido esse trabalho!

Mais feliz só estaria se conseguisse voltar no tempo…

Thanks, Papai do Céu!

Nome Próprio

“Nome Próprio” levou 3 Kikitos no Festival de Gramado: Melhor Filme, Melhor Direção de Arte (Pedro Paulo de Souza) e Melhor Atriz (Leandra Leal). E o filme já entrou em sua quinta semana em cartaz! E pensar que corria o risco de ficar só uma semana pois demos a falta de sorte dele estrear no mesmo dia em que o Batman. Tô mega feliz com o resultado desse trabalho! ;”)