Meu TEDx já está no ar no YouTube do TEDx Talks!

Aqui neste post abriu meu coração e contei como foi minha preparação para o TEDx Laçador – Repense, em Porto Alegre, com toda a ansiedade pela qual passei.

Agora finalmente está no ar no YouTube o talk que apresentei dia 30 de junho. Falei sobre como a moda pode trazer dignidade, identidade e pertencimento e de como esse universo que eu antes considerava chato e fútil acabou me despertando para a realidade de outras mulheres gordas como eu. Fico duplamente feliz pois foi o primeiro TEDx do Brasil falando sobre moda plus size e sobre representatividade gorda! Uma conquista de todas nós! \o/

Aqui o texto completo! ;-) Lá na hora acabei improvisando e acrescentando algumas coisas então passei do tempo previsto. As imagens são algumas das que usei na apresentação na tela.

Flávia Durante @ TEDxLaçador

Olá, boa noite!

“Aqui não tem NADA do seu tamanho!”
“Oi, estranha que eu nunca vi na vida, nunca pensou em fazer uma bariátrica?”
“Tenho aqui um produtinho milagroso para você perder peso!”
“Você está a um ponto de um ataque cardíaco!”
“Você deveria ser processada!”
“Você merecia morrer!”

Essas são apenas algumas das “gentilezas” que pessoas gordas como eu escutam nas ruas ou leem o tempo todo na internet.

Em uma sociedade movida pela perfeição, o gordo é o último na fila da empatia. Pessoas gordas atraem preconceito e ódio até de grupos minorizados. A gente carrega estigmas independente de nossas personalidades individuais.

Somos vistos como doentes, incapazes e relaxados. Somos excluídos da moda e do mercado de trabalho, os médicos nos mandam emagrecer antes do “boa tarde” e nossa acessibilidade é restrita. Quem é gordo sabe bem do que estou falando, a gente pensa três vezes antes de sentar em qualquer cadeira ou de passar por uma catraca. O mundo não foi feito e nem pensado para nós.

Na mídia e na cultura pop só nos restam três papéis: o da gorda sexy, da amiga gorda virgem ou o do gordinho engraçado. E a nossa existência só é reconhecida se aceitarmos que somos doentes ou se quisermos emagrecer.

Foi um universo que eu rejeitava e achava superficial, a MODA, que marcou minha abertura para a defesa das ideias e da realidade de outras mulheres gordas como eu. E foi a minha identificação com a história de uma menina de 13 anos de idade que se tornou o momento definitivo de virada na minha carreira de jornalista para empreendedora social.

Em 2012 – para fazer uma renda extra no final do ano, como todo brasileiro – comecei a revender biquínis GG. Fui criada na praia e mesmo sem saber já inspirava minhas amigas com os modelos que eu usava. Fio dental, tomara que caia, sem pudor algum de exibir o meu corpo e de curtir cada momento do verão.

Depois que comecei a vender biquínis, tive a ideia de fazer um bazar. Até existiam roupas para gordos mas não existia moda! Até 10 anos atrás havia lojas com nomes pouco convidativos como A PORTA LARGA ou A GORDA ELEGANTE. Eram peças sem graça, de cores escuras ou em forma de saco de batata. Feitos para a mulher gorda esconder suas formas e mesmo sua existência.

“Não há boa autoestima que resista a décadas sendo maltratada e ignorada, quando o que você queria era somente se vestir e estar inserida nas tendências da moda.”

Eu tinha três opções de consumo: o departamento de gestantes, – sendo que nunca tive filhos -; a seção masculina, – sendo que não sou homem -, e as lojas de senhoras, – sendo que mesmo hoje aos 41 anos estou bem longe de me sentir uma. Não há boa autoestima que resista a décadas sendo maltratada e ignorada, quando o que você queria era somente se vestir e estar inserida nas tendências da moda.

Logo de cara meu bazar foi um sucesso e cresceu sem parar! Entendi que não era de Moda que eu não gostava e sim de não me sentir nem incluída e nem representada. Mas até aí eu levava esse bazar como apenas mais uma de minhas atividades como jornalista, DJ e produtora.

Foi só por volta de 2014 que tive o grande estalo! E vi como esse evento estava se tornando muito mais do que um centro de compras…

Foi uma cena corriqueira, algo que poderia ser bem simples: uma adolescente de 13 anos experimentando uma roupa. De repente vejo uma movimentação no bazar e vejo que ela estava com os olhos cheio de lágrimas. Não apenas por ter encontrado um vestido que finalmente lhe cabia, mas também um ambiente de empatia e acolhimento que ela nunca havia experimentado antes. E aí tive certeza do absurdo que era submeter gente tão jovem à pressão estética tão cedo.

Crédito: Robson Leandro da Silva

Olhei aquela cena e me caiu uma ficha! Não é possível que algo tão simples se torne um martírio por conta dos padrões que alguém – QUEM? criou. Me identifiquei imediatamente com ela e lembrei de todas as vezes que ia embora para casa triste e frustrada depois de entrar em dezenas de lojas. Mesmo sabendo que eu não estava errada por ser “diferente”. E que o mercado de moda é que DEVERIA oferecer opções PARA TODOS.

A partir dessa cena, esse trabalho se tornou uma missão muito séria para mim. Decidi que mulheres e homens gordos seriam meu foco e que eu trabalharia para ajudar de alguma forma para que eles se vissem e fossem vistos como mais do que consumidores, mas também como possíveis influenciadores, novos fashionistas mas, acima de tudo, como gente merecedora de respeito.

“A moda é uma forma de expressão que fala sobre quem somos, o que pretendemos ser e como queremos ser percebidos.”

E foi a moda que me despertou para a questão da gordofobia, da representatividade e da visibilidade das pessoas gordas. Pois moda é muito mais do que estar em dia com as tendências das passarelas. Moda é identidade, e o acesso a moda nos traz um sensação de pertencimento e nos dá dignidade. A moda é uma forma de expressão que fala sobre quem somos, o que pretendemos ser e como queremos ser percebidos.

Porém, para o mundo da moda, magreza sempre foi sinônimo de elegância e pessoas gordas, sinônimo de desleixo e cafonice. E poucos dessa indústria já enxergaram esse público. No Brasil, somente 17% do varejo de moda atende o segmento, sendo que quase 60% dos brasileiros vestem plus size.

Somos medidos por um índice criado em 1832, o IMC, o Índice de Massa Corporal, inventado pelo matemático e estatístico belga Adolphe Quetelet. Esse índice foi encomendado pelo governo francês em plena Revolução Industrial para criar um padrão mínimo de peso que um trabalhador deveria ter para retornar à fábrica todos os dias, para produzir força de trabalho.

Aí a gente tem parte da explicação da origem do ódio por pessoas gordas. A magreza é cultuada não só pela estética e por questões morais, mas também por pressão dos modelos econômicos.
Ou seja, um corpo francês do século 19 se tornou o padrão universal que mede até hoje os corpos de todas as pessoas. Nossa vida, saúde e competência são pautados por uma fórmula do século retrasado! Com tudo o que o mundo evoluiu nas últimas décadas, isso não me parece justo.

E se a gente não questiona a Medicina, por exemplo, a homossexualidade até hoje estaria no Código Internacional de Doenças.

Se houvesse mesmo preocupação com a saúde do gordo, por que não equipar hospitais com os aparelhos adequados e exigir dos médicos um atendimento humanizado? Se uma pessoa com mais de 120 quilos precisar de ressonância magnética vai ter que fazer em uma hípica ou hospital veterinário. “Gorda desse jeito seu marido não vai querer fazer filho em você”, foi o que uma amiga ouviu em um consultório. Somos patologizados e desumanizados o tempo todo.

De forma alguma estou fazendo “apologia à obesidade”. Estou simplesmente defendendo a liberdade individual das diferenças. Para que todas as pessoas sejam tratadas da mesma forma e possam conviver dignamente em sociedade.

A demanda pela moda plus size é tão reprimida aqui no Brasil que esse pequeno bazar que criei em 2012 para que cada vez mais mulheres perdessem o medo de usar um biquíni na praia -, virou o Pop Plus, uma grande feira que atrai uma média de público de 12 mil pessoas e 70 marcas por edição.

E a cada feira ouço várias histórias de “primeiras vezes”. E me emociono até hoje, quase seis anos depois. A primeira vez que uma mulher gorda de 30, 40, 50 anos se permitiu comprar um biquíni, uma blusinha de alça ou uma vestido curto. São inúmeras histórias de redescoberta do amor próprio. A gente mostra a todo momento para essas mulheres que elas não estão sozinhas no mundo. O nosso fotógrafo lembra bem do início do evento. Se antes se escondiam da câmera, hoje pulam na frente dele pedindo para serem retratadas.

Crédito: Robson Leandro da Silva

Mas mesmo com esse crescimento, se eu precisar de um vestido maravilhoso para usar HOJE não posso simplesmente entrar em qualquer shopping center e escolher o que quero. Para quem veste acima do 54 então fica ainda mais difícil.

Hoje até sou uma pessoa que pode escolher e que não precisa mais recorrer apenas a roupas para senhoras, homens ou grávidas. Agora me olho no espelho e me sinto satisfeita com o que vejo e como me visto. Mas há mulheres e homens pelo Brasil que ainda não conseguem nem o básico. Precisamos popularizar ainda mais o acesso a moda plus size para todos os bolsos e tamanhos.

A gente vive uma era na qual os profissionais estão repensando a moda em termos de sustentabilidade, de consumo consciente e de gênero. Só que é preciso também incluir pessoas de diferentes tipos de corpos, tamanhos e necessidades. E não só como potenciais consumidores e modelos, mas também como possíveis gestores e criadores de uma nova mentalidade com inclusão real. Que não fique só no discurso e no marketing vazio.

“Minha luta, na verdade, não é sobre moda e nem sobre autoestima e sim sobre respeito, autonomia e liberdade. Não tem melhor coisa do que exercitar a liberdade de ser quem a gente é.”

Revisitando minha trajetória para construir essa palestra percebi que a minha luta, na verdade, não é sobre moda e nem sobre autoestima e sim sobre respeito, autonomia e liberdade. Não tem melhor coisa do que exercitar a liberdade de ser quem a gente é.

Crédito: Robson Leandro da Silva

A minha vontade não é criar um novo padrão de beleza e sim quebrar todos os padrões. Até porque beleza nem é a principal causa de minha luta. Quero mostrar que ser gordo é normal e que não é a pior coisa que pode acontecer na vida de uma pessoa. Para a mulher não achar que sua vida acabou se ela engordar. Que ela não se entupa de remédios que só destroem sua saúde mental e emocional. Que não mutile o seu corpo. Que não chore ao sair de uma loja. Que não deixe de viver sua vida. Porque a vida pode dar mesmo o maior praião quando a gente convive com as diferenças e aprende a se amar.

E que a gente jamais perca um dia de sol lá fora.

Obrigada.

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Todos os TEDxLaçador podem ser vistos no canal do TEDx Talks. 

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Agradecimentos:

Ana Goelzer e toda equipe do TEDxLaçador; todos os queridos colegas palestrantes do TEDxLaçador, que já viraram amigos; Fernanda Danelon, pela indicação para o elenco de palestrantes; Fabio Rex e Vitor Bastos (Tambor), por acreditarem em meu potencial; minha preparadora vocal, Joana Duah, por lapidar o meu potencial; Célia Mello, minha psicóloga querida; Robson Leandro da Silva, por registrar esses incríveis momentos do Pop Plus; Mariane Maure, pela montagem das manchetes; Camila de Lira, pela revisão do texto; Arlise Cardoso e a todas as amigas de Porto Alegre, pelo apoio e receptividade; Luciana Martinez, pelo apoio, amor e o look lindo da Allure Plus Size; Rita de Cássia Zarpellon, Vanessa Joda, Vivi Schwäger, Kalli Fonseca, Rack Land, pela autorização do uso de imagem; Caroline Souza Calazans, pela autorização do uso de imagem e por ter sido a responsável por esse grande estalo na transição de minha carreira; a todos os parceiros, amigos, clientes e colaboradores do Pop Plus; Hector Lima, meu marido, pelo seu amor, companhia, respeito e compreensão.

Stocky Bodies

Onde encontrar diversidade de corpos nos bancos de imagens

Stocky Bodies

Crédito: Exemplo de imagem do Stocky Bodies

Os “headless fatties”, gordos sem cabeça de tantas matérias e campanhas

A publicidade e imprensa finalmente começam a enxergar a diversidade de corpos e não fazem mais do que a obrigação. Mas pessoas gordas ainda são muito representadas na mídia através de um de seus mais lamentáveis estereótipos, os “headless fatties”. São fotos de homens e mulheres gordos sem cabeça, geralmente desleixados e de moletom, que ainda ilustram muitas matérias e campanhas. Ninguém precisa estar lindo e arrumado 100% do tempo, mas não é preciso representar pessoas gordas somente através desse estigma.

Uma das iniciativas recentes mais interessantes em termos de representatividade no segmento plus size foi a parceria do site Refinery29 com a marca plus size Lane Bryant e a Getty Images. Eles criaram a 67percentcollection, um banco com imagens positivas de pessoas gordas em cenas corriqueiras como escovando os dentes, chamando um taxi na rua, praticando esportes, colocando maquiagem ou mexendo no celular. Coisas que qualquer pessoa faz, inclusive eu e você.

Outros bancos de imagens com corpos gordos são:

O Rudd Center faz parte da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, além do banco de imagens, conta também com diretrizes para jornalistas tratarem de assuntos relativos a pessoas gordas evitando perpetuar estigmas. Dá para baixar aqui.

Pessoas gordas são mais do que seu tamanho. Elas não precisam estar só em especiais de moda plus size ou em matérias sobre preconceito, distúrbios alimentares e culpa na alimentação. Podemos ser personagens e protagonistas também de artigos e campanhas de maquiagem, bancos, carros, esportes, maternidade, tecnologia, música, sabão em pó, até de manteiga… E, não se esqueçam, elas têm cabeça, profissão e nome!

Stocky Bodies

Crédito: Exemplo de imagem do Stocky Bodies

UPDATE 08/08/2017:

No Brasil, foi lançado esta semana o Mulheres inVisíveis, o primeiro banco de imagens nacional focado em diversidade. O site inclui fotos de mulheres gordas, negras, trans, tatuadas, enfim, pessoas comuns que vemos pelas ruas. As imagens foram criadas pela 65/10, consultoria especializada em mulheres, em parceria com o coletivo CatsuStreet e estão à venda nos sites Fotolia e Adobestock, com renda revertida para a expansão do banco de imagens.

“Há dois anos trabalhamos para mudar a maneira que a mulher é representada na publicidade. E há dois anos nos deparamos com a dificuldade para mulheres negras, gordas, lésbicas e trans nos castings e escolhas de imagens dos clientes. O Mulheres inVisíveis nasceu como resposta prática a isso, para não ter a desculpa de ‘não encontramos essas imagens nos bancos”, conta Thaís Fabris, uma das sócias da 65/10. “A ideia é também fomentar o debate sobre a necessidade de uma publicidade mais diversa e inclusiva”.

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Imagem do banco do Mulheres inVisíveis

Evento Mulheres Digitais acontece neste sábado na Cásper Líbero

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Uma seleção de estratégias digitais apresentadas pelas mulheres mais criativas do mercado

No dia 10 de outubro acontece na Cásper Líbero a primeira edição do Evento Mulheres Digitais, que traz a participação de grandes nomes femininos do mercado digital. Tive a honra de ser convidada para o painel sobre o mercado de moda plus size e suas estratégias digitais participando ao lado das queridas colegas jornalistas e blogueiras Juliana Romano e da Paula Bastos (Grandes Mulheres).

“O Evento Mulheres Digitais foi idealizado para discutir estratégias e ideias criativas para o mercado digital, realizada por mulheres. Espero que este evento possa dar início a uma equalização no cenário atual dos eventos de comunicação liderados só por homens. Existem muitas mulheres no mercado digital realizando projetos incríveis e elas precisam ser ouvidas.”, comenta Ricardo Maruo, um dos idealizadores do evento.

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O Mulheres Digitais conta com profissionais de diversos segmentos e a programação inicia-se com apresentação de Viviane Mansi, Gerente Global de Comunicação do Grupo Votorantim e professora da Pós-Graduação da Faculdade Cásper Líbero, mostrando como as mulheres atuais podem tomar posse das oportunidades que o mercado digital oferece. Em seguida uma palestra bem humorada com a professora da ESPM e curadora do Evento Share, Liliane Ferrari, que relembra como eram as estratégias digitais em uma época em que não existia o Facebook.

Às 10h30 a gerente de produtos de Buscofem, Michelle Machado, explica como é possível tornar uma marca de medicamento em uma love brand com uma estratégia bem feita. Ainda antes do almoço a jornalista Ariane Freitas e a publicitária Jessica Grecco, do Indiretas do Bem, contam como foi a estratégia de transformar uma simples página do Facebook em algo muito maior, espalhando o “bem” por toda web, gerando uma série de produtos.

Após o almoço, às 13h30, as jornalistas e blogueiras, Ju Romano, Paula Bastos e Flávia Durante mostram o crescimento do mercado plus size e contam quais estratégia digitais são interessantes para um mercado que movimenta mais de R$4,5 bilhões ao ano. Às 14h30, a fundadora do site Plano Feminino, Viviane Duarte, fala sobre bom senso no mercado digital e como ser relevante frente a bombardeios de conteúdos sobre emponderamento feminino. Após o coffee break, às 15h30, pela primeira vez em um evento Carla Alzamora mostra o estudo detalhado sobre a representatividade de gêneros e raças na publicidade brasileira. Às 16h15 as publicitárias Cris Bartis e Juliana Wallauer gravam pela primeira vez uma edição do Mamilos para portal B9 com a participação da plateia.

O Evento Mulheres Digitais ainda tem o apoio das marcas Café 3 Corações, Cacau Show, Trampos.co, Plano Feminino, Buscofem, a fotógrafa Adriana Líbini, Indiretas do Bem e Podcast Mamilos.

O evento acontece no dia 10 de outubro, no teatro da Faculdade Cásper Líbero. Os ingressos tem um valor único de R$120,00 e as compras podem ser feitas através do site: www.eventomulheresdigitais.com.br. Leitores do Blah Blah Blog que utilizarem o código MD4010promo ganharão 40% de desconto na inscrição! ;-)

Serviço Mulheres Digitais:

Onde: Auditório da Faculdade Cásper Líbero
Data: 10 de outubro/2015
Endereço: Avenida Paulista, 900 – 1º andar
Horário: Das 8h10 às 17h30
Ingressos: R$ 120,00 através do site www.eventomulheresdigitais.com.br
Fanpage: www.facebook.com/eventomulheresdigitais

Leia também: a entrevista que dei para o site Trampos, parceiro do evento. :-)

Grife Elvira Matilde lança coleção em parceria com o blog DasPlus

Muito antes de se falar em “movimento plus size” no Brasil a Elvira Matilde sempre foi uma grife all sizes, oferecendo todas as peças de suas coleções até o tamanho EXG. No início dos anos 2000 a marca mineira manteve uma loja em Santos, no Shopping Praiamar, e era lá mesmo que eu costumava comprar roupas com um estilo mais despojado. Se hoje ainda temos dificuldade de encontrar roupas diferentes acima do 46, imagina há dez anos? Infelizmente a loja em Santos fechou e não cheguei a conhecer a loja que existia na Vila Madalena, em São Paulo, mas nunca me esqueci desse pioneirismo.

A marca agora afina ainda mais a relação com o universo plus size lançando uma coleção-cápsula em parceria com as queridas e lindas blogueiras e modelos do DasPlus, Silvia Neves e Rafa Coelho, mineiríssimas como a Elvira Matilde. Na coleção, shapes com cintura marcada, comprimento mais curto e decotes mais profundos, além da proposta lúdica e alegre que deixou a marca conhecida.

O lançamento da coleção Elvira Matilde by DasPlus acontece neste sábado, 11/10, na loja do bairro Savassi, em Belo Horizonte. O encontrinho terá presença da Silvia, da Rafa e da professora de marketing em moda, Jane Leroy, também integrante do DasPlus. Pra quem não conhece, o blog DasPlus fica no www.uai.com.br/dasplus e a fanpage da EM é www.facebook.com/elviramatildebrasil.

 

 

 

 

Kelly Osbourne lança linha de moda all sizes: Stories…

storiesko00.jpgFim do mistério sobre a tatuagem que fez em sua cabeça! A apresentadora Kelly Osbourne está finalmente lançando a sua tão sonhada linha de moda, a Stories… by Kelly Osbourne. O mais legal é que a coleção é all sizes, do 0 ao 24. \o/

Mesmo tendo eliminado vários quilos, Kelly lembra muito bem como era difícil se vestir bem quando era mais gorda, por isso fez questão que sua linha atenda o maior número de mulheres possível. “A moda tem que ser justa. Nenhuma mulher deve se sentir como se ela não pudesse ser bonita e parecer incrível”, disse, elegante em todos os níveis.

A marca Stories… será lançada no dia 25 de setembro nos Estados Unidos pela HSN e um mês depois estarão à venda mundialmente no site Bluefly. As peças vão custar de 55 a 170 dólares.

“É muito injusto que a América tenha essa desilusão de que o tamanho mais comum seja o 14, e isso é só porque é o maior que os designers de moda costumam fazer”, disse Kelly O em entrevista ao WWD. “Minha missão não é ser a estilista número 1 do mundo. Eu não estou tentando reinventar nada que as pessoas não tenham feito. Eu só estou tentando fazer a moda justa e levar o básico de boa qualidade para todas as mulheres”.

É animador quando uma celebridade que inspira tendências da moda no mundo inteiro compra uma briga dessas, não? ♥

Enquanto a coleção não está à venda e não tem um site próprio, acompanhe a produção da campanha pelo twitter @storiesbyKO

Campanha #PorTamanhosMaiores

Dá muito orgulho ver que a excelente entrevista com a top model plus size Fluvia Lacerda feita pelo Virgula, onde trabalho como Editora de Mídias Sociais, repercutiu bastante na internet e foi o estopim de uma campanha chamada Por Tamanhos Maiores. O movimento pretende mobilizar as grandes lojas de departamento a oferecerem em sua grade de confecções peças maiores que o tamanho 48, além de suporte para as consumidoras deste universo.

De um tempinho pra cá a questão da “mulher real” começou a aparecer mais na mídia, o que é bem bacana, mas tem tudo pra ser um modismo passageiro como as modelos atléticas ou o heroin chic. Fora que em 8 de 10 dos ensaios de modelos plus size as mulheres estão nuas ou seminuas, como se único papel das gordinhas fosse o sexual…

Não sou exatamente uma militante plus size pois tenho a intenção de emagrecer, mas sou a favor sim do respeito e da auto-estima higher. E campanhas de auto-afirmação de mulheres fora dos padrões são extremamente importantes enquanto existirem imbecis como o diretor da Agência Mega, que deixou o bom senso e a falta de educação em casa ao falar uma bobagem como a que ele falou na coluna da Monica Bergamo de hoje.

Além do mais, quem é gorda não é obrigada a se vestir com sacos de batatas, não é mesmo? Quem dera termos no Brasil coleções modernas como a da Asos ou a da Beth Ditto pra Evans… Tão desagradável quanto não ter dinheiro é ter e não poder gastar pois dá pra contar nos dedos as lojas onde consigo comprar roupas. A saber, pois merecem a minha recomendação: Amp, Hering, Elvira Matilde, Santa do Cabaré e Palank. Com exceção desta última, que é especializada em tamanhos grandes, as outras contam com o XG ou com G realmente Grande em suas modelagens.

Como disse a Fluvia Lacerda, não adianta só reclamar e não agir. O mercado só ouve quando dói no bolso, então temos que escrever pras revistas de moda exigindo editoriais com mulheres de todos os tipos, cobrar das lojas de departamento modelagens diversas, enfim, mostrarmos pras empresas que somos um público ávido por consumir. De tanto a gente cobrar, quem sabe um dia todas as lojas possam contar com modelos PP, P, M, G e GG e que ver a Fluvia na capa de uma revista seja tão corriqueiro quanto ver a Gisele Bündchen?

Pra quem quiser participar, a tag no Twitter é #PorTamanhosMaiores e este é o selinho da campanha pra usar em seus blogs:

Veja a entrevista com Fluvia abaixo:

Pro diretor da Mega esta mulher é feia, acreditam?

N.E.R.D. no Oi Fashion Rocks

Quem me conhece sabe que “In Search Of”, do N.E.R.D., é um dos álbuns da minha vida e que amo tanto o Pharrell Williams quanto o Mark Ronson, o Alex Kapranos e o Calvin Harris. Surtei quando vi essa confirmação do Oi Fashion Rocks. Mas se for a estrutura original do evento eles tocam uma ou duas músicas. Poderia rolar um show completo no Rio em SP, não? Alô, produtores!

Vejam que maravilha o N.E.R.D. ao vivo…

Google Me, Baby

A nova Kelis?

Teyana Taylor participou do programa “My Super Sweet 16” da MTV e deu sorte de cair nas graças do gênio Pharrell Williams. O produtor rapidamente enxergou o talento da moça e lançou pelo seu selo Star Trak o primeiro álbum da novaiorquina, “From a Planet Called Harlem”, que traz o single “Google Me”. Ela dança horrores e foi convidada por Beyoncé pra coreografar o vídeo de “Ring the Alarm” e também fez uma ponta no clipe de “Blue Magic“, de Jay Z. Belíssima e dona de um senso fashion incrível já saiu em várias revistas de moda e desfilou para a Diesel.

Ela saiu na capa da edição de verão da revista Rap-Up como uma das novas apostas do R&B ao lado da irmã de Beyoncé, Solange Knowles (que traz em seu segundo álbum produções de Pharrell, Cee-Lo e Mark Ronson), e de Keri Hilson (que canta “The Way I Are”, do álbum de Timbaland). Todas devidamente bem apadrinhadas. Qual delas vai decolar e ser recordista de citações no Google?


“Google Me”, Teyana Taylor

What’s the word?
I’m the word on the street
Ain’t nobody hotter than me
Broads wish they was me, hot
I’m superb, fly like a bird
Sixteen with the baddest curves
Weezy checkin’ on me
I’m hot, hot but I’m cooler than your jewels
I’m a big shot, probably seen me in the new
Explorer, Safari, you know where your girl be
If you want to find me

(chorus)
Baby you can google me
You ain’t even gotta ask nobody ‘bout me
I’m certified on the internet, read about it
If you’re looking for me, go and pull it up
‘cause I’m a celebrity, I know you done heard of me
You ain’t even got a clue but it’s so true
They flashing them cameras ‘cause baby I’m the new new
So if you looking for me go and pull it up
‘Cause I’m a celebrity, go ‘head and google me.

(You ain’t nobody) Google me, baby
(You better ask somebody) You better google me, baby
(You ain’t nobody) Google me, baby
(You better ask somebody) You better google me, baby

Google me, baby (x8)

(verse)
I bet you find me in Webster under the word ‘star’
And I shine like the deuce 6’s on the car
Can’t get away from my pictures everywhere you are
Wanna see a living legend? You ain’t gotta look far
Up close and personal, don’t act like you don’t know
I’m all professional, check the record!
Put it in your search engine: Teyana, The Princess of Harlem

(chorus)
Baby you can google me
You ain’t even gotta ask nobody ‘bout me
I’m certified on the internet, read about it
If you’re looking for me, go and pull it up
‘cause I’m a celebrity, I know you done heard of me
You ain’t even got a clue but it’s so true
They flashing them cameras ‘cause baby I’m the new new
So if you looking for me go and pull it up
‘Cause I’m a celebrity, go ‘head and google me.

(You ain’t nobody) Google me, baby
(You better ask somebody) You better google me, baby
(You ain’t nobody) Google me, baby
(You better ask somebody) You better google me, baby

Google me, baby (x8)

(Teyana) On the cover of the magazine
Hand wavin’ out the limousine
Interviews, puttin’ it down in the booth
(So you can see me and hear me)
Every day, all day I grind
So you can go ahead, gimme my shine
‘Cause I’m a prodigy, you ain’t gotta believe me
Google me

(You ain’t nobody) Google me, baby
(You better ask somebody) You better google me, baby
(You ain’t nobody) Google me, baby
(You better ask somebody) You better google me, baby