Festivais culturais em São Paulo aproximam Brasil da latinidade esquecida

É muito comum o brasileiro se identificar com orgulho como descendente de europeus mesmo com o tatataravô que ele nunca conheceu nascido na Europa e ignorar que é latino. Felizmente  nos últimos anos, a cultura e a gastronomia dos países hermanos tem ajudado muitos brasileiros a se aproximarem da latinidade perdida. E quatro festivais em São Paulo nas próximas semanas celebrarão a cultura latina com uma programação diversa e incrível, o festival Conexão Latina, o MICBR, o Sim, Somos Latinos! e o Festival Mucho!

Nessa sexta acontece a primeira edição do festival Conexão Latina!, evento que vai reunir música, gastronomia e educação em três dias de atividades gratuitas em São Paulo de 9 a 11 de novembro. No dia 9 de novembro, sexta-feira, acontece a Jam Eletroacústica, no Lab Mundo Pensante. Ali, todos os músicos que se apresentarão no festival se revezarão em esquema “palco aberto”, tocando juntos de maneira improvisada. Também acontece uma oficina de composição de canções, no mesmo local. O dia 10 de novembro, sábado, traz o formato de “Fiesta Latina”, com shows nacionais e internacionais no Mundo Pensante. Compõem o line-up o argentino Edu Schmidt, o uruguaio Nicolás Molina e a chilena Renata Espoz, além dos brasileiros Yangos (RS), Lila May (SP) e Gabriela Pensanuvem (SP). Já no dia 11, domingo, o festival se encerra na Casa Japuanga, com a Jam Gastronomusical conduzida por Edu Schmidt. Além de músico, o argentino é chef de cozinha, e improvisará com comida e canções de sua autoria para os presentes, com a possibilidade de interagirem com o músico tanto na parte cancioneira como na culinária.

Mais informações do Conexão Latina você pode ver no site ou no evento no Facebook.

O festival já está em andamento mas até o dia 11 de novembro ainda dá pra pegar várias atrações musicais gratuitas no evento MICBR (Mercado das Indústrias Criativas do Brasil) na região da Avenida Paulista. Tem shows da Mariene de Castro, dos colombianos Jóvenes Creadores del Chocó, do grupo argentino Nación Ekeko, da banda brasiliense Nunchako e dos artistas do selo colombiano Sello Indio, especializado em beats e hip hop. O evento conta também com vários debates e workshops sobre cultura, empreendedorismo, moda e gastronomia.

Veja a programação completa do MICBR no site oficial.

Até o final do mês de novembro, a programação do Sesc Itaquera é dedicada a cultura latino-americana! Dança, música, teatro, literatura e circo para lembrarmos que: Sim, Somos Latinos! Veja a programação, que é inteiramente gratuita!

. até 25/11 (domingos), 13h30 – Literatura – Mediação de Leitura: Literatura Latino-Americana
http://bit.ly/mediacaoliteratura
. 10/11 (sábado), 15h – Literatura – Sarau #sinfronteras
http://bit.ly/sarausin
. 11/11 (domingo), 13h – Circo – Flamingos De Fuego
http://bit.ly/circo_flamingos
. 17/11 (sábado), 15h30 – Dança – Tangos Brasileiros
http://bit.ly/tangos_brasileiros
. 18/11 (domingo), 15h30 – Música – Taracón
http://bit.ly/taracon
. 18/11 (domingo), 13h – Música – Kantuta Bolívia
http://bit.ly/Kantuta_bolivia
. 22, 23 e 25/11 (quinta, sexta e domingo) – Circo – Kinematos
http://bit.ly/kinematos-circo
. 24/11 (sábado), 16h – Teatro – Caminos Invisibles… La Partida
http://bit.ly/caminos_teatro
. 25/11 (domingo), 15h30- Música – Santa Mala
http://bit.ly/santamala_musica
. 25/11 (domingo), 14h – Alimentação – Sabores da Venezuela
http://bit.ly/saboresvenezuela

Veja a programação completa no site do Sesc ou no evento.

E em dezembro acontece a segunda edição do Festival Mucho, que propõe romper as barreiras do estereótipo latino, do folclore e das fronteiras trazendo um evento com representantes da América Latina que vem se destacando nos principais festivais em todo o mundo. Os ingressos custam de 40 a 150 reais, estão à venda pelo Ingresse.com e suas atrações confirmadas até agora são:

✓ Miss Bolivia – Argentina 🇦🇷
✓ Cumbia All Stars – Peru 🇵🇪
✓ La Madre del Borrego – Argentina 🇦🇷
✓ Santa Mala – Bolívia 🇧🇴
✓ Los Espiritus – Argentina 🇦🇷
✓ Tuyo – Brasil 🇧🇷
✓ Baleia – Brasil 🇧🇷

Mais informações no evento ou no site.

Aretha Franklin e o começo do estrelato com “I never loved a man (the way I love you)”

Minha música favorita de Aretha Franklin é “I never loved a man (the way I love you)”, faixa-título de seu primeiro álbum pela Atlantic Records e um dos melhores discos da história! Lançado em 1967, foi o disco que a levou ao estrelato e a tornou a Rainha do Soul aos 25 anos de idade.

Lembro exatamente da primeira vez em que ouvi essa música. Foi em uma rádio no walkman em um busão em São Paulo. Eu devia ter uns 21 anos e estava descobrindo a música soul, super djovem e inocente. *rs Imediatamente comecei a chorar de escorrer lágrima até o chão. Música tem dessas coisas!

Chora comigo aqui:

O disco “I never loved a man (the way I love you)” parece até coletânea, só tem HINO: “Respect”, “A change is gonna come”, “Do Right Woman, Do Right Man”… Sam Cooke, Otis Redding, produção de Jerry Wexler, só Aretha pra reunir um time desses!

A faixa-título foi gravada no lendário estúdio FAME na cidadezinha de Muscle Shoals, no Alabama, do produtor Rick Hall, que também faleceu esse ano. A gravação de “I never loved a man (the way I love you)”, a música, é considerada o turning point de sua carreira. Foi quando Aretha aperfeiçoou e encontrou o tom perfeito de seu groove e começaria a se tornar uma lenda da música.

Além de Aretha também gravaram nesse estúdio ninguém menos do que Etta James, Percy Sledge, Wilson Pickett e muitos outros artistas foda. Essa camaradagem toda entre cantores negros e músicos brancos em meio aos auge dos conflitos pelos direitos civis nos Estados Unidos causava muita treta dentro e fora do estúdio. A tensão racial deixava o clima das gravações a ponto de explodir. E a tradicional família norte-americana do Alabama não suportava ver aquela turma toda unida e trabalhando juntos e criando discos e singles que se tornariam ícones da música.

Aretha Franklin e os Swampers, banda do estúdio FAME

Tem um doc muito bacana sobre o estúdio FAME e o som que criaram nele. O filme foi exibido no In-Edit Brasil 2014. Aqui um trecho de entrevista com Aretha sobre o estúdio, na qual gravou “I never loved a man (the way I love you)”, a música. E depois nunca mais voltou…

O disco:

https://open.spotify.com/embed?uri=spotify%3Aalbum%3A5WndWfzGwCkHzAbQXVkg2V

#RIParethafranklin

20 anos de Peloton e 20 anos de São Paulo

Peloton, The Delgados

Há 20 anos a banda escocesa The Delgados lançou seu segundo disco de estúdio, a obra-prima “Peloton”. Ao lado do Teenage Fanclub, Franz Ferdinand, Urusei Yatsura, Belle & Sebastian e Primal Scream, entre outras, o Delgados foi um dos responsáveis pela minha pira nas bandas da Escócia.

Há quem ache essas efemérides uma bobagem. Mas pra mim servem pra relembrar discos esquecidos na estante e momentos marcantes da vida. Esse disco me remete exatamente a quando mudei para São Paulo, no segundo semestre de 1998, com 21 anos. Lembro até de onde comprei, em um sebo na Alfonso Bovero, na Pompéia, o primeiro bairro onde morei na Capital.

Sair do conforto de Santos pra São Paulo é um salto gigantesco na vida de um caiçara. Quem é de lá sabe bem do que estou falando pois o conforto da terrinha é difícil de largar. Vim com um misto de expectativa, medo e ansiedade. Tanto que fui parar no hospital com crise de asma na primeira semana morando aqui haha.

Mas embora São Paulo continue me dando nos nervos, a paixão por essa loucura não diminuiu nem um pouco nesses 20 anos. E cada momento dessas duas décadas aqui na selva de pedra tem sua trilha sonora. Esse disco do Delgados foi a primeira delas.

Tudo sobre o Baile do Bowie que acontece neste sábado 6 de janeiro no Cine Joia

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Neste sábado, 6 de janeiro, acontece a quarta edição do Baile do Bowie, festa que produzo desde 2015 em São Paulo. Minha intenção com essa noite, além de homenagear David Bowie, é resgatar a diversidade no rock, que anda muito hetero e se esqueceu como rebolar é bom. Por isso priorizamos DJs e drags, em um clima mais de pista de dança do que de show.

Um de meus orgulhos na vida foi ter enxergado David Bowie em Ikaro Kadoshi. A primeira vez em que ele interpretou o artista inglês foi em 2015, na primeira edição do Baile do Bowie que produzi em fevereiro no Alberta #3. A partir daí foi impossível não convidá-lo novamente para as outras edições do baile pois a simbiose foi instantânea.

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2015 (Foto: Marcelo F.)

Em 2016 o baile passou a ser realizado no Cine Joia, sempre na semana do aniversário de Bowie (8 de janeiro), em uma edição que ficou marcada até hoje em nossas memórias. Nem imaginaríamos que dois dias depois ele faleceria. Ficou a sensação de termos homenageado nosso ídolo ainda em vida. Aliás, se há um artista cuja genialidade sempre foi celebrada esse foi Bowie. Não existe um “virou fã depois que morreu” pois quase todo mundo já era fã ou gostava muito de pelo menos uma dúzia de músicas dele.

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2016 (Foto: Felipe Prado)

Em 2017 comemoramos os 70 anos de Bowie e Ikaro interpretou “As the world falls down”, uma das músicas da trilha sonora de “Labirinto”, filme que marcou as crianças dos anos 80. Deu pra ver vários trintões chorando na platéia com a performance! <3

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2017 (Foto: Marcelo F.)

Pra 2018 estamos preparando outro baile lindo, com duas canções ainda não dubladas pelo Ikaro. Desde o ano passado deixei de discotecar na festa e passei a focar na produção e na divulgação. Vão tocar o Daniel Martins, que se tornou DJ residente do baile, e as maravilhosas Debbie Hell, Joyce Guillarducci e Paula Pretel, todos muito fãs de Bowie. As maquiadoras serão Melina Beraldo e a Niége Benedito. A hostess e apresentadora será mais uma vez a bafônica Sarah Schwarz. A novidade para essa edição serão as performances de Ginger Moon e Greta Dubois, integrantes do Riot Queens, grupo que se destacou na noite de São Paulo reunindo drags mulheres.

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DJ Daniel Martins. (Foto: Felipe Prado)

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DJ Debbie Hell. Foto: Felipe Prado

Outro momento bem bacana da festa é o concurso de looks inspirados em David Bowie. Dessa vez vamos premiar os dois primeiros colocados com camisetas das grifes all sizes gaúchas Chica Bolacha e Chico. Não é obrigatório ir montado mas é muito legal quando participam, o clima fica maravilhoso! Pra quem não é habilidoso com make, as primeiras pessoas que chegam podem ser maquiados por Melina Beraldo ou Niége Benedito. É só chegar cedo e retirar a senha com a hostess na porta. Cada maquiadora atenderá cerca de 30 pessoas no mezanino.

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Concurso de looks em 2017 (Foto: Marcelo F.)

Muitos me pedem para fazer mais vezes mas não vejo sentido em fazer mais uma edição por ano em São Paulo, pois a ideia é celebrar o artista em seu aniversário. Então aproveitem pois depois só em 2019! ;-)

Compre já o seu ingresso, aproveite enquanto ainda está no primeiro lote a 30 reais. Na porta vai estar 50! O link de vendas online é https://www.ingresse.com/ingressos-cine-joia-baile-do-bowie Dá pra comprar também na bilheteria do Cine Joia hoje e amanhã das 10h às 14h e das 15h às 18h. Ou no sábado uma hora antes da abertura da festa, que começa às 23h.

Pra quem tá meio duro nesse começo de ano e não quer perder a festa, as fanpages David Bowie Brasil e a Cansei de Mainstream estão fazendo sorteios de pares de ingressos. Não deixem pra última hora!

Espero vocês! <3

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Minhas montações em 2015, 2016 e 2017

Baile do Bowie 2018 @ Cine Joia
Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade – São Paulo/SP (Metrô Liberdade – Linha Azul)
Data: 06/01/2018 das 23h às 5h
Show principal: Ikaro Kadoshi
Performances: Ginger Moon, Greta Dubois
DJs: Daniel Martins, Debbie Hell, Paula Pretel, Joyce Guillarducci
Hostess: Sarah Schwarz
Beauty artists: Melina Beraldo, Niége Benedito
Ingressos: Lote 1 – R$ 30; Lote 2 – R$ 40; Porta – R$ 50
Evento: http://bit.ly/bailedobowie2018
Ingressos: http://bit.ly/ticketsbaile2018
RP: Flávia Durante
Produção: Cena Pop Eventos Criativos 
Apoio: Chica Bolacha e Chico

Ondatrópica anuncia novo álbum “Baile Bucanero”

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Ótimas notícias para o começo do ano! \o/ Depois de muita expectativa finalmente o supergrupo colombiano Ondatrópica anuncia a data de lançamento de seu segundo álbum, chamado “Baile Bucanero”.

O disco vai ser lançado no dia 17 de fevereiro pela Noisey em parceria com a Soundway Records. O álbum foi gravado em Bogotá e na Ilha de Providência, na Colômbia, duas locações contrastantes mas unidas pela sua reputação de criativos pólos musicais. O trabalho explora tanto a nova cena tropical futurista que fervilha na capital quanto as tradicionais conexões anglo-caribenhas da ilha, cujos habitantes falam o inglês crioulo.

“Baile Bucanero” contou com a participação de nada menos do que 35 músicos, entre Michi Sarmiento, Nidia Gongora, Wilson Viveros, Juan Chong Puello, Urian Sarmiento, Elkin Robinson, Freddy Colorado, Gustavo Garcia Pantera, Enrique Egurrola Zuleta, Pedro Ojeda, José Miguel Vega Chaparro, Jorge Emilio Pardo Vasquez, Shala Robinson, Simon Guzman Velez, Maria Jose Salgado, Santi Pianoman, Juan David Castaño, Diego Gómez, Eddy Johana Gomez, Aloap Oseividlav, além de Will Holland (Quantic) e Mario Galeano (Frente Cumbiero), também produtores do álbum.

O primeiro disco do Ondatrópica causou uma verdadeira revolução em minha vida! Já acompanhava o rock e a música eletrônica independente latina em espanhol há alguns anos mas foi através dessa verdadeira constelação de músicos que comecei a prestar mais atenção em cumbia, salsa, guajiras, guaracha e outros ritmos mais tradicionais. <3

“Baile Bucanero” já está em pré-venda e o primeiro single já foi lançado, “Hummingbird”. O vídeo tem direção do parceiro de sempre dos caras, B+!

Sobre o In-Edit Brasil e os seus ilustres desconhecidos

Quando sai a programação do festival In-Edit Brasil a gente corre pra saber se vieram documentários sobre nossos artistas favoritos. Mas em meio a tantos filmes sobre músicos e produtores consagrados, às vezes os que mais nos surpreendem são os sobre ilustres desconhecidos. Hoje me emocionei profundamente com dois excelentes documentários: THE JONES FAMILY WILL MAKE A WAY, de Alan Berg, e THE WILL HAVE TO KILL US FIRST: MALIAN MUSIC IN EXILE, de Johanna Schwartz.


O primeiro trata do bispo batista Fred Jones e sua família, que há anos tocam em igrejas no Texas com o nome de The Jones Family Singers. Com o sucesso de seus cultos enérgicos com a soul music na sua mais pura essência, surge a oportunidade da banda sair do circuito gospel e fazer shows em festivais alternativos. É aí que surge a figura de Michael Corcoran, crítico de rock ateu que estuda a música gospel, que vira uma espécia de empresário do grupo. Um excelente retrato do amor a música, da fé, da amizade e, acima de tudo, da tolerância.

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O segundo foi provavelmente um dos melhores documentários que já vi na história do festival e, de longe, o mais triste! É sobre quando o Estado Islâmico tomou parte do norte do Mali, país da África Ocidental, e proibiu qualquer tipo de manifestação artística, incluindo a música. De um dia para outro, QUALQUER TIPO DE SOM que não saísse das mesquitas foram proibidos. O filme mostra a luta de seus músicos pela sobrevivência e para chamar a atenção do mundo para a situação do país. O oposto do filme anterior, um retrato do fanatismo, da crueldade e intolerância. Pra mim praticamente um longa de terror pois a música é o ar que eu respiro. Saí da sessão com uma ponta de esperança com as mudanças mas o filme certamente vai ficar martelando na minha cabeça por um tempo.

Não vou dar mais detalhes sobre os dois para não estragar o impacto, mas fica o toque amigo: fucem todas as sinopses e arrisquem um pouco. Não deixem de lado os filmes sobre as figuras desconhecidas no In-Edit Brasil pois suas histórias de vida são tão ricas quanto as dos artistas consagrados. A programação completa pode ser vista no site www.in-edit-brasil.com/program É a terceiro vez em que trabalho com o festival fazendo o conteúdo pras suas redes sociais e a cada ano sempre tem pelo menos um que muda minha vida.

Teenage Fanclub lança seu 11º álbum dia 9 de setembro: “Here”; veja o clipe de “I’m in love”

Teenage Fanclub 2016

Teenage Fanclub 2016

Depois de seis anos de espera e muita expectativa dos fãs, finalmente o 11º álbum do Teenage Fanclub tem data de lançamento confirmada! \o/ “Here” sai no dia 9 de setembro e já está em pré-venda na lojinha da banda e no site da Merge Records e sai em vinil, CD, mp3 e até fita K7.

Eles já divulgaram a tracklist e hoje foi lançado essa lindeza de clipe de “I’m in love”. <3 A praia é perto do estúdio do lendário Edwyn Collins em Helmsdale, na Escócia. As cenas de estúdio foram gravadas lá. Mas o disco foi gravado nos estúdios de Vega, em Carpentras, na França, e de Clouds Hill, em Hamburgo, na Alemanha.

Tracklist de “Here”:

1. I’m In Lovetfchere2016
2. Thin Air
3. Hold On
4. The Darkest Part Of The Night
5. I Have Nothing More To Say
6. I Was Beautiful When I Was Alive
7. The First Sight
8. Live In The Moment
9. Steady State
10. It’s A Sign
11. With You
12. Connected To Life

Os meninos divulgaram também uma turnê pelo Reino Unido, EUA e Canadá (onde o Norman Blake reside atualmente):

Outubro – Canadá e EUA

12 – Toronto: Lee’s Palace
14 – Washington, DC: 9:30 Club
15 – New York, NY: Bowery Ballroom
16 – Brooklyn, NY: Music Hall of Williamsburg
17 – Boston, MA: The Sinclair
18 – Philadelphia, PA: World Cafe Live
20 – Cleveland, OH: Beachland Ballroom
21 – Chicago, IL: Bottom Lounge
22 – Minneapolis, MN: Fine Line
23 – Madison, WI: High Noon
25 – Detroit, MI: Loving Touch

Novembro – Reino Unido

15: Inverness Ironworks
16: Whitley Bay Playhouse
17: Sheffield Leadmill
18: Manchester Academy 2
20: Leeds University
21: Norwich Waterfront
22: London Electric Ballroom *SOLD OUT*
23: Portsmouth Wedgewood Rooms
24: Brighton Concorde 2 *SOLD OUT*
26: Birmingham Institute
27: Cardiff Glee Club
28: Nottingham Rescue Rooms
29: Bristol Anson Rooms
30: Cambridge Junction

December – Reino Unido

2: Dublin Academy
3: Glasgow Barrowland *SOLD OUT*
4: Glasgow ABC

Já sabem qual será nosso grito de guerra em 2017, né? Please, come to Brazil! <3

Pra acompanhar as novidades da banda curta a fanpage do TFC, siga o Twitter @teenagefanclub, do @normanblake e do @franmacdonald pois eles são bem presentes nessa rede e responde os fãs com a simpatia escocesa de sempre! <3

Michael Kiwanuka alcança seu primeiro #1 nos charts britânicos com o álbum “Love & Hate”

michaelkiwanuka2016

kiwanuka_lovehate“Love & Hate”, segundo disco de Michael Kiwanuka, foi lançado há uma semana e já alcançou o #1 nos charts do Reino Unido. Um feito e tanto para esse britânico de origem ugandense em um momento em que a onda de xenofobia é crescente na Inglaterra com a vitória do #BRexit. Os pais de Kiwanuka são imigrantes e fugiram da ditadura do pérfido Idi Amin Dada, o carniceiro de Uganda.

Acompanho o trabalho do cantor desde 2011, quando ele apareceu com o EP “Tell me a tale” e abriu parte da turnê do disco “21”, da Adele. Em 2012 Kiwanuka lançou seu primeiro álbum, “Home again”, que já mostrava todo o talento do cantor e compositor frequentemente comparado ao soul folk 70’s de Bill Withers. Aos 29 anos ele vai muito além de comparações e lança essa obra-prima de tirar o fôlego, “Love & Hate”. Ouça agora no Spotify ou no Deezer!

Veja um vídeo da faixa-título, “Love & Hate” <3