Dez anos do álbum "Frank", de Amy Winehouse

Esse não é um post pra fazer você se sentir velho! ;-) É apenas pra comemorar os dez anos do álbum que apresentou Amy Winehouse ao mundo, o “Frank”, lançado no dia 20 de outubro de 2003.

O “Back to Black” sempre vai ser o meu favorito, pois foi com ele que conheci a Amy e é a sua obra-prima definitiva. Mas “Frank” tem o seu lugarzinho especial no meu coração também. ♥

Pra ouvir:

Clips da era “Frank”:

Shows da era “Frank”:

(Apenas o áudio, mas um dos melhores shows da Amy)

Minha participação no "Todo Seu", do Ronnie Von

 
Muito amor!

Na última quarta-feira fiz uma participação no “Inesquecíveis”, quadro do programa “Todo Seu”, do Ronnie Von, no qual homenageiam um artista. Como o tema da vez foi Amy Winehouse, fui convidada a falar entre as apresentações da cantora Bárbara Jardim, que fez uma linda homenagem.

Adorei o convite por ter reunido numa coisa só duas de minhas paixões musicais, a Amy e o Ronnie. Fiquei muito emocionada com o carinho que ele demonstrou por mim por causa do tributo ao disco de 68 que eu produzi em 2007. Já tinha ido ao programa há alguns anos, em um papo sobre rock antigo, mas na ocasião quase não consegui falar pois o Marcelo Nova falou mais do que a boca, hahaha. Mas desta vez, apesar da timidez, falei mais! ;-)

Muito obrigada a Bruna Veloso, editora do site da Rolling Stone, que foi quem me indicou pra essa pauta. E pra Anninha Lucas, ótima produtora do programa.

Pra quem perdeu, o programa já está no YouTube! 

Com o Hector e o Ronnie
Lindo cabelo e make feitos pela equipe da TV Gazeta

Um ano sem Amy Winehouse: o seu legado

Em meados da primeira década do século 21 o cenário musical no mundo pop não era dos mais animadores. Passada a euforia com o new rock dos Strokes e cia., as músicas mais tocadas eram hits autotunados, poperôs a la Ibiza e moças boazinhas que se tornaram popozudas de uma hora pra outra. Até que no final de 2006 uma garota inglesa, magrinha, judia e com vozeirão das grandes cantoras negras protestantes de Detroit apareceu para o mundo. Ela olhou pelo pelo retrovisor e trouxe a música do passado para o presente pra nos lembrar que ainda existem talentos que superam a mais apurada tecnologia.

O legado de Amy Winehouse foi ter resgatado a paixão pela música de alma, aquela que vem das entranhas e fala para os nossos corações. Do seu enorme penteado beehive, ela tirou o jazz, a soul music, o ska, o hip hop e criou o seu próprio som, que logo ganhou admiradores do mundo inteiro. Como telespectadores de uma novela, sofríamos após uma nova recaída, a um novo amor fracassado e aos tropeços no palco. O final feliz infelizmente não veio, nossa Amy cansou e partiu. Buscamos conforto no farto colo da doce Adele, mas se a dor até diminuiu, a saudade nunca termina, principalmente a cada performance inédita que surge no YouTube jogando na nossa cara toda a genialidade que o mundo perdeu precocemente.

Mas a cada crise de choro no chão da cozinha, nas lágrimas que caem e secam sozinhas e a cada jogo perdido no amor, a anti-diva Amy revive instantaneamente dentro de nós.

(Íntegra de depoimento que dei para matéria sobre Amy na Gazeta de Vitória)

E mais material inédito continua brotando na internet:

* Vazou “No More Jazz n’ Blues” (unreleased B-side de Frank)
* Cover de “Have you more than you’ll ever know”, de Donny Hathaway, que entrou há poucos dias no YouTube

* Rare footage da sessão de fotos feitas pelo Blake pra revista Spin em 2007
* A BBC4 exibe hoje o documentário Arena: Amy Winehouse – The Day She Came to Dingle
* O fã Bruno Fischetti disponibilizou pra download na íntegra o show do North Sea Festival de 2004.
* Os fãs Giovani Pozzo e Kamilla Viana disponibilizaram dezenas de fotos raras de Amy neste álbum.

Um ano sem Amy Winehouse: as homenagens

No dia 23 de julho completa-se 1 ano da morte de Amy Winehouse. Particularmente não gosto de lembrar e muito menos de comemorar a data de morte de artistas que amo e sim celebrar a sua data de nascimento, mas algumas homenagens já estão sendo feitas. 

A revista britânica Q lançou um CD com um tributo ao Back to Black, com a participação de bandas como Saint Etienne, Manic Street Preachers, The Cribs e Temper Trap. Já dá pra baixar aqui neste blog.

No vídeo abaixo dá pra ouvir a versão do Saint Etienne para “Just Friends”:
 
E em meio a boatos sobre mais dois álbuns póstumos e uma “turnê holográfica” (não, mil vezes não!!!), Mitch Winehouse lançou o livro Amy, Minha Filha, que sai no Brasil pela Ed. Record em agosto e já está em pré-venda na Livraria Cultura.
Capa brasileira
Capa UK e US
O Multishow vai exibir nos dias 22 e 23 de agosto uma programação especial com shows e um documentário.
Domingo, 22 de julho
Multishow
19h – Amy Winehouse: Live at Dingle (show com entrevista inédita)
20h – Amy Winehouse – Live at Eurockéennes Festival 
Segunda, 23 de julho
Multishow
18h – Amy Winehouse: Live at Porchester Hall
Multishow HD
20h – Amy Winehouse: A Vida de Amy Winehouse (inédito)
21h30 – Amy Winehouse: Live at Dingle (show com entrevista inédita)
22h30 – Amy Winehouse – Live At Porchester Hall
23h30 – Amy Winehouse – Live at Shepherd´s Bush
No dia 11 de outubro a Fundação Amy Winehouse vai promover o primeiro Amy Winehouse Inspiration Awards and Gala, que pretende ser anual. O evento vai homenagear aqueles cujo trabalho inspira grandeza em outras pessoas. Tony Bennett será um dos premiados.

Quando eu souber de mais homenagens vou postando aqui.


Participe do meu grupo Amy Winehouse no Facebook.

Ouçam o preview da música que Amy Winehouse gravou com Tony Bennett

Apareceu no YouTube um trecho de “Body & Soul”, música que Amy Winehouse gravou para o álbum Duets II, de Tony Bennett, e sua última gravação conhecida. Lindo, lindo, lindo! E já me fez chorar tudo de novo! Imaginem essa voz mais forte, grave e poderosa num álbum novo? ;~~ Tapa na cara de quem dizia que a voz dela havia acabado. Ela só estava com saco cheio de cantar as mesmas de sempre.

Duets II sai no dia 20 de setembro. A renda do single “Body & Soul” será revertida para a caridade.

Rainhas prestam homenagem à Amy Winehouse

Nesta última quarta-feira, em um show em Nova Iorque, Wanda Jackson, tocou a sua versão para “You Know I’m No Good”. A música também faz parte de The Party Ain’t Over, álbum de regravações que a Rainha do Rock lançou no ínício deste ano, com produção de Jack White. Pra mim um dos melhores álbuns do ano. No show, Wanda, com 73 anos, disse “nunca imaginei que faria um tributo a Amy”.

Por favor, veja até o final!
Outra música de Amy também já fazia parte do repertório de outra diva, Ronnie Spector, ex-líder das Ronettes, a Rainha das Girl Groups. Aqui, “Back to Black” ao vivo em um show em 17 de dezembro de 2010. 

Depois da morte de Amy, Ronnie gravou em estúdio uma versão de B2B e escreveu um belíssimo texto para a Rolling Stone sobre a sua discípula inglesa no qual compartilhou o seu problema com a bebida. Abaixo, a tradução:

“Não ficava triste assim há muito tempo, ainda mais por alguém neste negócio. Tentei ir à mercearia fazer compras para minha família e eu parecia um fantasma pelos corredores. Não conseguia pensar em nada além de Amy. Quando a vi na TV há duas semanas e percebi que ela estava drogada e bebendo, eu disse: ′Diabos! Não fique como eu há 20 anos. Eu fiquei limpa, você também tem que ficar!’. E duas semanas depois ela está morta. Estou devastada.

Toda vez que eu olhava para ela, era como se estivesse olhando para mim mesma. Ela tinha meu penteado, meu delineador nos olhos, minha atitude. Ela tinha muita alma em sua voz e suas letras eram tão maravilhosas que eu não poderia fazer mais nada a não ser cantar uma de suas canções. Fiquei muito feliz de encontrar uma artista como Amy, ela me lembrava de minha juventude. E ela amava girl groups. Droga! Eu pensei que ela poderia continuar.

Quando eu tinha 20 anos, eu era uma garota perdida – que bebia, não sabia o que fazer ou onde ir. Nunca tomei drogas e dizia, “não, você não vai colocar uma agulha em meu braço”, mas beber era tão ruim quanto.  Nos anos 60 todo mundo estava se drogando e eu perdi muita gente para o vício. Eu conheci Jimi Hendrix. Costumava tocar com ele no Village. Quando eu tinha um hit número 1 no mundo todo, os Rolling Stones eram minha banda de abertura. Eu estava cercada de drogados, mas minha mãe sempre viajava comigo e, onde quer que eu fosse, ela servia como uma proteção para eu não ver as coisas ruins.

Você não consegue ficar em torno de pessoas que bebem ou usam drogas, mesmo membros da família. Aprendi isso 20 anos atrás no A.A. Eu tive dois garotos e quando eles tinham 4 e 5 mudamos para Connecticut. Em Nova York há lojas de bebidas em cada esquina e eu não precisava disso. Eu sabia o suficiente para deixar isso. Agora eu não bebo. Eu não faço nada além dos meus shows e tomar conta de meus filhos.

Amy veio ver meu show em Londres há uns seis meses e estava muito tímida, se escondendo atrás das pessoas, mas eu pude ver seu penteado e sabia que ela estava ali. Era tudo o que eu precisava. Quando eu cantei ‘Back to Black’ pude ver as lágrimas em seus olhos e eu também chorei”.

Isso só prova que Amy era tão especial que era respeitada até por divas absolutas da música! ;~~

E neste sábado, dia 30 de julho, vai rolar em Nova Iorque o Girl Group Extravaganza, grande show reunindo várias vocalistas de girl groups como Ronnie, Lala Brooks (The Crystals) e Lesley Gore. Provavelmente outra homenagem virá pois uma das últimas músicas gravadas por Amy foi justo uma interpretada por Lesley, “It’s My Party”, parte do Tributo a Quincy Jones lançado em 2010.

Queria ser uma mosquinha pra voar até esse show!!! ♥

Mark Ronson homenageia Amy Winehouse em show em Londres

Mark Ronson & The Business Intl. fizeram um show nesta quarta no festival Greenwich Summer Sessions e claro que não poderiam deixar de homenagear sua soulsista Amy Winehouse!

O show contou com a participação de Dave McCabe (The Zutons), dos Rumble Strips, de Kyle Falconer (The View), Alex Greenwald, MNDR e Andrew Wyatt (Miike Snow), além da banda e dos backing vocals de Amy na última música.

Segundo o Gigwise, Ronson disse ao público: “Vocês transformaram o que poderia ter sido uma mórbida noite em uma festa. Não há nada que eu possa dizer, mas eu fui ao funeral ontem e um rabino falou que a vida de alguém é medido em obras e não anos, e foi a melhor coisa que ouvi ontem. A genialidade dessa mulher e o que ela compartilhou conosco é muito especial e é ótimo que nós possamos que ouvi-lo. Foi muito bom compartilhar isso com vocês!” ;~~

Eis o setlist:

‘Valerie’ (acústico)
‘The Bike’
‘Song’
‘Loose It’
‘Just’
‘Oh My God’
‘Ooh Wee’
‘The Last Night’
‘California’
‘Rehab’
‘Animal’
‘You Gave/ Stop Me’
‘Somebody To Love Me’
‘Bang, Bang, Bang’
‘Back To Black’

‘Valerie’

Mark e Dave McCabe (The Zutons). Foto: Rebecca Louise (mais aqui)

Dave McCabe, do The Zutons, autor de “Valerie”, na versão acústica da música abrindo o show

Participação dos Rumble Strips em “Back to Black”
Participação dos Rumble Strips em “Back to Black”

“Valerie” na versão completa c/ participação de Zalon e Ade

PS: Se aparecerem mais vídeos eu colo aqui!

Amy Winehouse: meu depoimento para o G1

No dia em que Amy Winehouse morreu, o Diego Assis pediu um depoimento meu para o G1 pois lembrou que eu havia discotecado no seu show em São Paulo em janeiro. Pra quem ainda não viu, aqui está o texto:

Jornalista que discotecou em show de Amy no Brasil narra experiência

“Quando soube que os shows de Amy Winehouse estavam confirmados no Summer Soul Festival, que aconteceu em janeiro, logo entrei em contato com um dos produtores me oferecendo pra trabalhar de alguma forma no evento pois sou muito fã de seu trabalho e dos artistas que também viriam. Acabei sendo chamada pra discotecar entre os shows em São Paulo e fiquei muito feliz. Antes fui até a Florianópolis para ver a estreia da turnê. Foi o melhor dos shows no Brasil, Amy estava radiante, brilhou e deixou os verdadeiros fãs felizes e esperançosos. 

No dia do show em São Paulo, apesar de ser muito fã de música desde sempre e discotecar há dez anos, estava em êxtase mas tremi nas bases por ser uma brasileira branca ali no meio dos pais da música pop e negra, os norte-americanos e os britânicos. Mas tratei de aproveitar o momento, discotecando belas canções, e me emocionei ao ver a alegria e o amor pela música estampados na cara de Miranda Kassin, que fez um dos shows de abertura. Infelizmente justo no último bloco, antes do show de Amy, quando havia preparado um set de artistas importantes para ela (The Specials, Shirelles, Shangri-las etc) houve uma falha de comunicação e entraram no ar músicas aleatórias de balada vindas da torre de som. Mas pelo menos a área VIP delirou quando tocou alguma do Black Eyed Peas…

Todos os artistas do festival entraram pelo lado esquerdo de onde eu estava discotecando e Amy com sua equipe pelo lado direito. Nem me empolguei com a possibilidade de chegar perto dela pois sabia que seria algo difícil. Dei-me for feliz por ter conversado com os backing vocals Zalon e Heshima em Florianópolis e por conseguir ver os shows do palco em São Paulo.

O clima era o mais tranquilo possível. Vi o show de Amy ao lado dos músicos da Janelle Monáe e de Mayer Hawthorne, todos encantados por estarem ali. Se não fosse Amy e o resgate do soul old school originado por ela e Mark Ronson dificilmente eles teriam surgido no mapa musical (nem Adele, nem Duffy etc etc). Hawthorne chegou a tuitar: “Back to Black’ é uma das melhores músicas de nossa geração”. Quem ousa discordar?

Encontrei nos bastidores o Pinguim (Djamir), brasileiro que é roadie do CSS (Cansei de Ser Sexy), foi morar na Inglaterra e estava na equipe de Amy. Falou que ela é uma das artistas mais doces e generosas com quem ele havia trabalhado e que tratava com os músicos e equipe diretamente, não através de um produtor e empresário. Disse que construiu uma guitarra especialmente para ela e que ela ficou extremamente feliz. E que ela não era tudo aquilo de ruim que a imprensa pintava, que havia muito exagero.

Ao longo da turnê Amy foi se cansando e a qualidade dos shows diminuindo, deixando óbvio que ela não tinha estrutura psicológica pra turnês extensas. Vamos morrer com a dúvida se ela fazia esses shows porque realmente queria ou se era levada a isso.

Ontem para mim foi um dia terrível pois ainda tinha a esperança de que ela pudesse dar a volta por cima, mesmo que ficasse restrita apenas a gravação de álbuns e longe de turnês. Pode parecer futilidade sofrer tanto com a morte de alguém que nem sabia de nossa existência, mas como a nossa religião é a música, nos sentimos ligados a esses artistas como se fossemos irmãos de alma. Com seu talento e sensibilidade eles passam a fazer parte de nossas vidas, como alguém muito íntimo que fala conosco através de sua música. E a dor pela sua perda é real, chega a ser física.

Mas o legado de Amy é óbvio: com sua voz resgatou pro mundo a paixão pela música negra de alma, paixão que sempre existiu, mas que ultimamente andava soterrada sob letras materialistas, mulheres plastificadas e homens exibindo seus carrões de luxo. O pop vai sentir falta da emoção verdadeira que ela colocava em suas músicas.”

Fotos que tirei nos shows de Florianópolis e no de São Paulo 

Passaram-se três dias e eu ainda não consigo me conformar… ;~~

Fiz pro Blog da Tpm uma lista com cinco de seus grandes momentos. É assim que ela merece ser lembrada!

Vídeo postado hoje no /AmyWinehouseVEVO

Live at BBC Sessions, 08/03/2007 (show na íntegra)

***

Os melhores textos que li sobre Amy:

“Don’t go to Strangers”, Klaxonsbc
Lady Satin, Juliana Cunha
A geração das lindas letras ordinárias, Lúcio Ribeiro
Perdas e Danos, Plínio César Batista
Amy Winehouse parecia não pertencer a este tempo, Camilo Rocha
For Amy, Russell Brand
Amy flies in paradise, Adele

Textos antigos mas que valem a leitura:

A desgraça alheia, Renata Corrêa
Eternamente Amy Winehouse, Fernanda Young
(Esses dois comentam porque homem doidão é cool e mulher doidona é execrada…)

PS: Abri um grupo Amy Winehouse no Facebook

Jack White apresenta a Rainha do Rock Wanda Jackson para as novas gerações

Nunca fui tão fã do White Stripes quanto sou do Strokes. Mas qualquer pessoa que dedique sua vida à resgatar grandes e esquecidos ícones da música como Jack White tem feito em sua carreira merece toda a minha admiração.

Depois do elogiado disco de Loretta Lynn produzido por ele em 2004, White trabalhou com a Rainha do Rock Wanda Jackson no recém-lançado “The Party Ain’t Over”. O álbum, que contém covers de músicas antigas como “Thunder On The Mountain”, de Bob Dylan, e de contemporâneas, como “You Know I’m No Good”, de Amy Winehouse, só será lançado oficialmente no dia 25 de janeiro. Mas já é possível ouvi-lo através de vias extra-oficiais.

A banda que acompanha a carismática rainha de 73 anos é um supergrupo chamado Third Man House Band formado por integrantes das bandas My Morning Jacket, Raconteurs e Dead Weather, além da participação do próprio White. O disco é lançamento de seu selo Third Man.

Moderno, retrô, clássico e ousado, “The Party Ain’t Over” é fabuloso e sem dúvida alguma estará nas listas de melhores de 2011. Bom, pelo menos na minha estará, não consigo parar de ouvir! ;-) O legal é que Jack White declarou que também pretende trabalhar com a diva country Dolly Parton. Promessa de outro bom disco vindo por aí!

Veja aqui a apresentação ao vivo no Late Show e o vídeo de “Thunder On The Mountain”:

As novas vozes femininas da soul music

Desde o fenômeno Amy Winehouse, surgiram no mapa vários artistas que revisitam o soul e o funk old school, pra alegria dos fãs da música negra que, como eu, não suportam o R&B pasteurizado que levou nos anos 90 o rótulo de “neo soul”.

Entre as cantoras, a mais conhecida é Sharon Jones, que “emprestou” sua banda, a Dap Kings, pra Amy gravar o estupendo “Back to Black”. Mas há várias outras artistas bem interessantes, principalmente na Austrália, e até na Espanha. Ouça nos vídeos e links abaixo:

Mayka Edjo (The Sweet Vandals) (Espanha)

The Pepper Pots (Espanha)

Alice Russell (UK)

Randa & The Soul Kingdom (Austrália)

Costumo tocar algumas delas em meus sets na Make Me Up e principalmente na Soul Glow, que volta dia 18 de junho na Casa Taiguara. ;-)