Sobre o In-Edit Brasil e os seus ilustres desconhecidos

Quando sai a programação do festival In-Edit Brasil a gente corre pra saber se vieram documentários sobre nossos artistas favoritos. Mas em meio a tantos filmes sobre músicos e produtores consagrados, às vezes os que mais nos surpreendem são os sobre ilustres desconhecidos. Hoje me emocionei profundamente com dois excelentes documentários: THE JONES FAMILY WILL MAKE A WAY, de Alan Berg, e THE WILL HAVE TO KILL US FIRST: MALIAN MUSIC IN EXILE, de Johanna Schwartz.


O primeiro trata do bispo batista Fred Jones e sua família, que há anos tocam em igrejas no Texas com o nome de The Jones Family Singers. Com o sucesso de seus cultos enérgicos com a soul music na sua mais pura essência, surge a oportunidade da banda sair do circuito gospel e fazer shows em festivais alternativos. É aí que surge a figura de Michael Corcoran, crítico de rock ateu que estuda a música gospel, que vira uma espécia de empresário do grupo. Um excelente retrato do amor a música, da fé, da amizade e, acima de tudo, da tolerância.

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O segundo foi provavelmente um dos melhores documentários que já vi na história do festival e, de longe, o mais triste! É sobre quando o Estado Islâmico tomou parte do norte do Mali, país da África Ocidental, e proibiu qualquer tipo de manifestação artística, incluindo a música. De um dia para outro, QUALQUER TIPO DE SOM que não saísse das mesquitas foram proibidos. O filme mostra a luta de seus músicos pela sobrevivência e para chamar a atenção do mundo para a situação do país. O oposto do filme anterior, um retrato do fanatismo, da crueldade e intolerância. Pra mim praticamente um longa de terror pois a música é o ar que eu respiro. Saí da sessão com uma ponta de esperança com as mudanças mas o filme certamente vai ficar martelando na minha cabeça por um tempo.

Não vou dar mais detalhes sobre os dois para não estragar o impacto, mas fica o toque amigo: fucem todas as sinopses e arrisquem um pouco. Não deixem de lado os filmes sobre as figuras desconhecidas no In-Edit Brasil pois suas histórias de vida são tão ricas quanto as dos artistas consagrados. A programação completa pode ser vista no site www.in-edit-brasil.com/program É a terceiro vez em que trabalho com o festival fazendo o conteúdo pras suas redes sociais e a cada ano sempre tem pelo menos um que muda minha vida.

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Dica de Netflix: “Música da alma”, a história do girl group aborígene The Sapphires

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Tentando tirar a poeira deste blog com uma dica de um filme delicioso que acabei de ver no Netflix, “Música da alma” (“The Sapphires”, no original). É um filme australiano lançado em 2012 que não teve muito destaque na divulgação no Netflix, eu mesma nunca havia ouvido falar dele, mas a sinopse me chamou atenção pois sixties + soul + girl group é comigo mesmo. É uma mistura de “Dream Girls” com “The Commitments” então quem é fã de filmes de música tem tudo pra gostar. <3

thesapphires-posterO longa mostra a história, – inspirada em fatos reais -, de um girl group formado por aborígenes nos anos 60 que deixou a Austrália para fazer shows para as tropas norte-americanas no Vietnã. “The Sapphires” joga luz em um povo cuja história nós brasileiros pouco conhecemos, a dos aborígenes, que vivem uma situação muito parecida com a dos índios brasileiros. O roteiro toca na ferida da chamada ”geração roubada” – como são chamadas as vítimas de uma política governamental de aculturação forçada de aborígenes que começou com o século XX e continuou até a década de 60.

Tidos oficialmente como “parte da fauna e flora” da Austrália até não muito tempo atrás, somente a partir de 1967 os aborígenes foram considerados cidadãos australianos. Depois de ter terem quase sido dizimados com o respaldo de leis pavorosas, os poucos que restaram sofrem muito preconceito na sociedade local até hoje e lutam por maior representatividade na política, na mídia e na cultura.

Isso é bem alcançado em “The Sapphires” pois o diretor, Wayne Blair, é de origem aborígene. O roteiro é de Keith Thompson e Tony Briggs, autor do musical de teatro de 2004 que inspirou o filme. Tony é filho de uma das Sapphires originais. As Sapphires são representadas por atrizes dessa etnia: Deborah Mailman (Gail), Miranda Tapsell (Cynthia), Shari Sebbens (Kay) e Jessica Mauboy (Julie), que além de atriz é uma popstar surgida no “Australian Idol”. Os resultados do longa foram ótimos: o longa foi ovacionado por 10 minutos no Festival de Cannes em 2012 e tornou-se um dos filmes de maior bilheteria na Austrália recentemente.

O sucesso do filme atraiu o interesse pelas Sapphires reais. Na verdade somente duas, as irmãs Lois Peeler e Laurel Robinson, foram ao Vietnã. Suas duas primas, Beverley Briggs e Naomi Mayers, permaneceram na Austrália. Todas estão vivas e atuantes nas áreas de Saúde e Educação. Atualmente batalham para recuperar parte de sua história musical.

Não deixe “Música da Alma/The Sapphires” passar batido por você na imensidão de títulos do Netflix. É um filme que certamente vai fazer seu dia mais feliz. ;-)

Para saber mais: Aborígenes – exclusão ainda não reparada
The Sapphires: where are they now?

TupiniQueens, doc sobre a cena drag paulistana, estreia dia 14 de novembro no Mix Brasil

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O documentário TupiniQueens​ estreia na mostra competitiva nacional do Festival Mix Brasil​ no próximo sábado, 14/11, às 19h no CineSesc​ (Rua Augusta, 2075, São Paulo).

O filme retrata a cena drag paulistana, apresenta a transformação do status marginalizado ao mainstream das drag queens e conta com depoimentos e apresentações de artistas nacionais e ex-participantes do Rupaul’s Drag Race. Tem Ikaro Kadoshi, Marcia Pantera, Gloria Groove, Penelopy Jean, Alaska, Raja, Adore, Latrice. Até eu apareço lá dando close discotecando na vernissage do Suriani, hahaha!

Gravado de forma totalmente independente – sem apoio de edital ou patrocínio -, o diretor João Monteiro teve apoio inicial dos irmãos Karol e Renato Bueno que ajudaram no roteiro e na ideia. A montagem final do projeto veio com o diretor de fotografia Fernando Moraes.

07 - FRAME - TUPINIQUEENSIkaro Kadoshi

Garanta seu ingresso online ou na rede Sesc SP de ingressos.

Assista ao trailer:

Curta a fanpage do filme pra saber quando ele será exibido novamente www.facebook.com/tupiniqueens

Paixão pelo Northern Soul vira filme de Elaine Constantine

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Segundo filme a ter os bailes de northern soul como pano de fundo nos últimos anos, Northern Soul estreia nesta sexta, 17 de outubro, nos cinemas do Reino Unido. O primeiro foi Soulboy, lançado em 2010, e sobre o qual eu escrevi na ocasião para o site da revista Trip.

O filme de 2014 é o primeiro filme da fotógrafa britânica Elaine Constantine, que já trabalhou para a The Face, Vogue e Vanity Fair. Conta a história de dois jovens de saco cheio de sua vidinha escola-fábrica que descobrem o northern soul e sonham em ir para a América em busca de discos raros que os façam os melhores DJs da cena. Essa jornada os força a confrontar rivais, violência, abuso de drogas e sua amizade é testada até o limite.

northernsoulthesoundtrackO longa conta com a participação de Steve Coogan, que interpretou o lendário empresário Tony Wilson, no filme 24 Hour Party People, outra obra essencial na lista de filmes dos fãs de música. Curiosamente esses dois filmes contam a história de submundos que ajudaram a moldar a cultura dos clubes e DJs no mundo inteiro.

A trilha sonora foi lançada em dois formatos: 2CD+DVD e  em um lindo boxset com compactos de 7″. E durante a produção do filme, Elaine Constantine lançou um livro de fotografias, Northern Soul: An Ilustrated History.

Tomara que, ao contrário de Soulboy, Northern Soul seja exibido no Brasil. Fãs desse estilo de soul e do lifestyle podem ser poucos no Brasil mas são tão apaixonados quanto os dois amigos do filme.

Na trilha do trailer, nada menos do que o hino Soul Time, de Shirley Ellis.

Links: https://www.facebook.com/northernsoulthefilm // http://www.northernsoulthefilm.com

Vem aí “Os Mercenários 3”; veja os cartazes do elenco do filme

Fui uma criança cinefilona que resenhava os filmes em caderninhos escolares. Virei uma adulta que anseia pela estreia de “Os Mercenários 3”. O que me levou essa mudança drástica já nem me recordo mais, mas o fato é que sou bem fã da saga lançada por Sylvester Stallone em 2010. Reunindo vários astros do cinema de ação, a série sempre me faz sair do cinema com um sorriso de ponta a ponta.

A terceira parte da trilogia tem direção de Patrick Hughes (“Busca Sangrenta”) e estreia no dia 22 de agosto mas a produtora já está atiçando a curiosidade dos fãs. As novidades para o terceiro filme são as participações de Mel Gibson, Harrison Ford, Antonio Banderas, Wesley Snipes, Kelsey Grammer (“Frasier”), Kellan Lutz (da saga “Crepúsculo”), o boxeador Victor Ortiz e Ronda Rousey (lutadora do UFC). Hoje a produtora divulgou mais cartazes individuais de cada astro do elenco.

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O teaser já divulgado é esse aqui:

Épico ou não? ♥

Depois do encerramento da série, só nos resta torcer para a estreia da versão feminina que já está sendo produzida por Sly e que vai se chamar Expenda-Belles (hehe). A direção vai ser de Robert Luketic (“Legalmente Loira” e “A Sogra”). Estrelas como Angelina Jolie, Helen Mirren, Sigourney Weaver, Linda Hamilton, Milla Jovovich, Jennifer Garner, Lucy Lawless (a Xena), Zoe Saldana, Zhang Ziyi, Brigitte Nielsen, Cameron Diaz, Meryl Streep e Michelle Rodriguez já foram cogitadas para estarem no elenco, mas nenhum nome ainda foi confirmado. Se tiver pelo menos metade desse cast, a versão all-women promete ser tão divertida quanto a original! ;-)

Site do filme: www.expendablespremiere.com
Fanpage: www.facebook.com/TheExpendables3Movie (inglês) / www.facebook.com/osmercenarios3ofilme (português)

"Somos Tão Jovens": minhas lembranças da Legião Urbana


Renato era chato mesmo, “Somos Tão Jovens” tem uns atores muito ruins e uns diálogos pueris. Mas não vou negar que dei uma choradinha no final do filme. ~apagar~

Faltou um capricho muito maior pra um filme sobre um personagem de tamanha importância, mas não deixa de ser emocionante ver parte da história de nossa cultura pop nas telonas. Assim como os documentários musicais estão registrando de forma digna a nossa música, que as cinebiografias também continuem se proliferando. O ponto a favor do filme é a interpretação do Thiago Mendonça, que mandou muito bem nas cenas da banda ao vivo, interpretando ele mesmo as músicas.

Sim, fui bem fã da Legião Urbana e assistindo ao filme lembrei de vários momentos de minha pré-adolescência e juventude. De quando eu era bem novinha e passava a noite ligando pras rádios em Santos pedindo “Índios”, a minha favorita, pra gravar em uma fitinha K7. E rezava pro locutor não tagarelar em cima da porra da música! *rs

Com carinho, lembrei da Teresa, grande amiga da época do colegial no Primo Ferreira, e do João, meu melhor amigo na Facos, dois dos maiores fãs de Legião Urbana que conheci. Nunca me esqueço de como o João ficou triste com a notícia da morte do Renato Russo, em 1996, quando estávamos no terceiro ano da faculdade. ;~~

E do único show da Legião Urbana que eu vi, dia 14 de janeiro de 1995 na Reggae Night, em Santos. Foi um show caótico tanto pra banda, – clima tenso, Renato de má vontade e pra piorar, jogaram uma lata de cerveja nele e, com raiva, ele passou parte do show deitado no palco -, quanto pra mim, pois minha companhia deu perda total (por motivos alcoólicos) e eu não sabia se ia embora ou se ficava pra ver o show. *rs Felizmente consegui ficar até o final, afinal nem imaginava que aquele seria o último show da história da banda. Noite inesquecível!

Enfim, embora o filme não seja lá essas coisas, pra quem gosta de música, é fã da banda ou viveu essa época, ainda assim vale a pena assisti-lo.

Achei o fatídico show no YouTube:

Mais dois filmes sobre northern soul previstos pra 2013

Depois de “Soulboy”, de 2010, mais dois filmes apresentam o fascinante e ainda um tanto obscuro universo da northern soul para as novas gerações.

O primeiro é o documentário “The Wheel”, história do The Twisted Wheel, clube de Manchester que foi o berço da northern soul. O doc vai ser exibido pela primeira vez dia 3 de fevereiro com uma grande festa em sua cidade de origem.

Este é o trailer:
O outro é “Northern Soul, The Film”, uma ficção com estreia prevista para o verão do Hemisfério Norte. Dirigido por Elaine Constantine, o filme conta a história de dois jovens rapazes que tiveram suas vidas mudadas ao descobrirem a soul music americana.
Este é o teaser:
Vamos torcer e pedir para produtores/organizadores pra ele ser exibido no Brasil pelo menos em algum festival! ;-)

* Pra conhecer mais sobre a northern soul acesse o blog Coletivo Action

Corações Sujos tem data de estreia: 17 de agosto

Tenho acompanhado o processo de produção do filme Corações Sujos aqui no blog pois sou fã do livro do Fernando Morais. Depois de vários adiamenntos, o filme finalmente ganhou uma data de estreia no Brasil: dia 17 de agosto
O trailer oficial está abaixo:
 
No Japão o filme estreia no dia 21 de julho. Veja o cartaz em japonês e o trailer legendado em inglês:
No site japonês do filme tem o trailer legendado no idioma. Estou bem curiosa pra saber como vai ser a repercussão do filme no Japão!

Show de Adele que virou o DVD "Live At The Royal Albert Hall" vai ser exibido nos cinemas de 26 cidades do mundo

Pra comemorar o lançamento do primeiro DVD adelístico, Live At The Royal Albert Hall, cinemas de 26 cidades de todo o mundo vão exibir o show de Adele nos telões. Felizmente São Paulo está nessa lista, então corre no site www.adele.tv/cinema para fazer o pré-cadastro!

E foi divulgado o trailer do DVD, que será lançado no dia 28 de novembro, inclusive no Brasil! Se esse pedacinho já arrepiou, imaginem o DVD inteirooo??? ;~~

Surtei, chorei, desmaiei, me descabelei, MORRI! ;~~

Filme "Corações Sujos" divulga seu cartaz oficial e mais quatro versões

Já havia falado de Corações Sujos neste post, mas a equipe do filme divulgou mais quatro versões de seu cartaz oficial, um mais lindo do que o outro, e achei que eles mereciam outro post. A criação é da agência Ana França Design.

Versão final
Qual o seu favorito?
Segundo teaser do filme

O filme tem previsão de estreia pra novembro. Acompanhe as notícias do filme pelo Facebook.

PS: Nem tenho nada a ver com o filme, tá? Não trabalho em sua divulgação e nem nada parecido. É que como sou fã do livro e da história estou acompanhando a produção desde o início.