Aretha Franklin e o começo do estrelato com “I never loved a man (the way I love you)”

Minha música favorita de Aretha Franklin é “I never loved a man (the way I love you)”, faixa-título de seu primeiro álbum pela Atlantic Records e um dos melhores discos da história! Lançado em 1967, foi o disco que a levou ao estrelato e a tornou a Rainha do Soul aos 25 anos de idade.

Lembro exatamente da primeira vez em que ouvi essa música. Foi em uma rádio no walkman em um busão em São Paulo. Eu devia ter uns 21 anos e estava descobrindo a música soul, super djovem e inocente. *rs Imediatamente comecei a chorar de escorrer lágrima até o chão. Música tem dessas coisas!

Chora comigo aqui:

O disco “I never loved a man (the way I love you)” parece até coletânea, só tem HINO: “Respect”, “A change is gonna come”, “Do Right Woman, Do Right Man”… Sam Cooke, Otis Redding, produção de Jerry Wexler, só Aretha pra reunir um time desses!

A faixa-título foi gravada no lendário estúdio FAME na cidadezinha de Muscle Shoals, no Alabama, do produtor Rick Hall, que também faleceu esse ano. A gravação de “I never loved a man (the way I love you)”, a música, é considerada o turning point de sua carreira. Foi quando Aretha aperfeiçoou e encontrou o tom perfeito de seu groove e começaria a se tornar uma lenda da música.

Além de Aretha também gravaram nesse estúdio ninguém menos do que Etta James, Percy Sledge, Wilson Pickett e muitos outros artistas foda. Essa camaradagem toda entre cantores negros e músicos brancos em meio aos auge dos conflitos pelos direitos civis nos Estados Unidos causava muita treta dentro e fora do estúdio. A tensão racial deixava o clima das gravações a ponto de explodir. E a tradicional família norte-americana do Alabama não suportava ver aquela turma toda unida e trabalhando juntos e criando discos e singles que se tornariam ícones da música.

Aretha Franklin e os Swampers, banda do estúdio FAME

Tem um doc muito bacana sobre o estúdio FAME e o som que criaram nele. O filme foi exibido no In-Edit Brasil 2014. Aqui um trecho de entrevista com Aretha sobre o estúdio, na qual gravou “I never loved a man (the way I love you)”, a música. E depois nunca mais voltou…

O disco:

https://open.spotify.com/embed?uri=spotify%3Aalbum%3A5WndWfzGwCkHzAbQXVkg2V

#RIParethafranklin

“Simonal – O Filme” ganha primeiro trailer e concorre no Festival de Gramado

Depois de muita expectativa, finalmente foi divulgado o primeiro trailer de “Simonal – O Filme”, com Fabrício Boliveira no papel do cantor e Ísis Valverde como Tereza Pugliesi. A dupla volta a viver um casal depois de “Faroeste Caboclo” (2013). O longa é dirigido por Leonardo Domingues e se concentra na ascensão do artista, quando ele reunia multidões em seus shows, apresentou programas de TV e ganhou muito dinheiro ao se tornar garoto-propaganda da Shell. A produção musical é de Wilson Simoninha e de Max de Castro, filhos de Simonal e Tereza. Caco Ciocler, Silvio Guindane, Mariana Lima e Claudio Mendes também estão no elenco. Leandro Hassum interpreta o produtor musical Carlos Imperial e João Velho faz o papel de Miéle.

Íris e Fabrício

A história já havia sido contada em “Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei”, de Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, o documentário musical mais visto de 2009, nas biografias “Nem Vem que Não Tem – A Vida e o Veneno de Wilson Simonal”, de Ricardo Alexandre (também de 2009), e “Quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga: Simonal e os limites de uma memória tropical”, de Gustavo Alonso, lançada em 2007. A vida do cantor também foi transformada em dois musicais, “S’imbora, o musical” e “Show em Simonal”, ambos com o talentosíssimo Ícaro Silva no papel principal.

Simonal, O Filme

“Simonal – O Filme” será exibido pela primeira vez dia 20 de agosto no Festival de Cinema de Gramado, que acontece de 17 e 25 na cidade gaúcha, e participa da Mostra Competitiva. O filme é uma co-produção da Pontos de Fuga e Globo Filmes, com distribuição da Downtown/Paris Filmes e previsão de estreia nacional para 2019.

Veja o trailer:

Cartaz. Fonte: Adoro Cinema

Primeiro cartaz do filme

Estou bem animada pra estreia desse filme pois Simonal é meu cantor brasileiro favorito! Coordenei as ações de divulgação do documentário de 2009 nas redes sociais foi um dos trabalhos mais gratificantes de minha carreira como comunicadora. Wilson Simonal tem que ser lembrado e celebrado o tempo todo! <3

Meu TEDx já está no ar no YouTube do TEDx Talks!

Aqui neste post abriu meu coração e contei como foi minha preparação para o TEDx Laçador – Repense, em Porto Alegre, com toda a ansiedade pela qual passei.

Agora finalmente está no ar no YouTube o talk que apresentei dia 30 de junho. Falei sobre como a moda pode trazer dignidade, identidade e pertencimento e de como esse universo que eu antes considerava chato e fútil acabou me despertando para a realidade de outras mulheres gordas como eu. Fico duplamente feliz pois foi o primeiro TEDx do Brasil falando sobre moda plus size e sobre representatividade gorda! Uma conquista de todas nós! \o/

Aqui o texto completo! ;-) Lá na hora acabei improvisando e acrescentando algumas coisas então passei do tempo previsto. As imagens são algumas das que usei na apresentação na tela.

Flávia Durante @ TEDxLaçador

Olá, boa noite!

“Aqui não tem NADA do seu tamanho!”
“Oi, estranha que eu nunca vi na vida, nunca pensou em fazer uma bariátrica?”
“Tenho aqui um produtinho milagroso para você perder peso!”
“Você está a um ponto de um ataque cardíaco!”
“Você deveria ser processada!”
“Você merecia morrer!”

Essas são apenas algumas das “gentilezas” que pessoas gordas como eu escutam nas ruas ou leem o tempo todo na internet.

Em uma sociedade movida pela perfeição, o gordo é o último na fila da empatia. Pessoas gordas atraem preconceito e ódio até de grupos minorizados. A gente carrega estigmas independente de nossas personalidades individuais.

Somos vistos como doentes, incapazes e relaxados. Somos excluídos da moda e do mercado de trabalho, os médicos nos mandam emagrecer antes do “boa tarde” e nossa acessibilidade é restrita. Quem é gordo sabe bem do que estou falando, a gente pensa três vezes antes de sentar em qualquer cadeira ou de passar por uma catraca. O mundo não foi feito e nem pensado para nós.

Na mídia e na cultura pop só nos restam três papéis: o da gorda sexy, da amiga gorda virgem ou o do gordinho engraçado. E a nossa existência só é reconhecida se aceitarmos que somos doentes ou se quisermos emagrecer.

Foi um universo que eu rejeitava e achava superficial, a MODA, que marcou minha abertura para a defesa das ideias e da realidade de outras mulheres gordas como eu. E foi a minha identificação com a história de uma menina de 13 anos de idade que se tornou o momento definitivo de virada na minha carreira de jornalista para empreendedora social.

Em 2012 – para fazer uma renda extra no final do ano, como todo brasileiro – comecei a revender biquínis GG. Fui criada na praia e mesmo sem saber já inspirava minhas amigas com os modelos que eu usava. Fio dental, tomara que caia, sem pudor algum de exibir o meu corpo e de curtir cada momento do verão.

Depois que comecei a vender biquínis, tive a ideia de fazer um bazar. Até existiam roupas para gordos mas não existia moda! Até 10 anos atrás havia lojas com nomes pouco convidativos como A PORTA LARGA ou A GORDA ELEGANTE. Eram peças sem graça, de cores escuras ou em forma de saco de batata. Feitos para a mulher gorda esconder suas formas e mesmo sua existência.

“Não há boa autoestima que resista a décadas sendo maltratada e ignorada, quando o que você queria era somente se vestir e estar inserida nas tendências da moda.”

Eu tinha três opções de consumo: o departamento de gestantes, – sendo que nunca tive filhos -; a seção masculina, – sendo que não sou homem -, e as lojas de senhoras, – sendo que mesmo hoje aos 41 anos estou bem longe de me sentir uma. Não há boa autoestima que resista a décadas sendo maltratada e ignorada, quando o que você queria era somente se vestir e estar inserida nas tendências da moda.

Logo de cara meu bazar foi um sucesso e cresceu sem parar! Entendi que não era de Moda que eu não gostava e sim de não me sentir nem incluída e nem representada. Mas até aí eu levava esse bazar como apenas mais uma de minhas atividades como jornalista, DJ e produtora.

Foi só por volta de 2014 que tive o grande estalo! E vi como esse evento estava se tornando muito mais do que um centro de compras…

Foi uma cena corriqueira, algo que poderia ser bem simples: uma adolescente de 13 anos experimentando uma roupa. De repente vejo uma movimentação no bazar e vejo que ela estava com os olhos cheio de lágrimas. Não apenas por ter encontrado um vestido que finalmente lhe cabia, mas também um ambiente de empatia e acolhimento que ela nunca havia experimentado antes. E aí tive certeza do absurdo que era submeter gente tão jovem à pressão estética tão cedo.

Crédito: Robson Leandro da Silva

Olhei aquela cena e me caiu uma ficha! Não é possível que algo tão simples se torne um martírio por conta dos padrões que alguém – QUEM? criou. Me identifiquei imediatamente com ela e lembrei de todas as vezes que ia embora para casa triste e frustrada depois de entrar em dezenas de lojas. Mesmo sabendo que eu não estava errada por ser “diferente”. E que o mercado de moda é que DEVERIA oferecer opções PARA TODOS.

A partir dessa cena, esse trabalho se tornou uma missão muito séria para mim. Decidi que mulheres e homens gordos seriam meu foco e que eu trabalharia para ajudar de alguma forma para que eles se vissem e fossem vistos como mais do que consumidores, mas também como possíveis influenciadores, novos fashionistas mas, acima de tudo, como gente merecedora de respeito.

“A moda é uma forma de expressão que fala sobre quem somos, o que pretendemos ser e como queremos ser percebidos.”

E foi a moda que me despertou para a questão da gordofobia, da representatividade e da visibilidade das pessoas gordas. Pois moda é muito mais do que estar em dia com as tendências das passarelas. Moda é identidade, e o acesso a moda nos traz um sensação de pertencimento e nos dá dignidade. A moda é uma forma de expressão que fala sobre quem somos, o que pretendemos ser e como queremos ser percebidos.

Porém, para o mundo da moda, magreza sempre foi sinônimo de elegância e pessoas gordas, sinônimo de desleixo e cafonice. E poucos dessa indústria já enxergaram esse público. No Brasil, somente 17% do varejo de moda atende o segmento, sendo que quase 60% dos brasileiros vestem plus size.

Somos medidos por um índice criado em 1832, o IMC, o Índice de Massa Corporal, inventado pelo matemático e estatístico belga Adolphe Quetelet. Esse índice foi encomendado pelo governo francês em plena Revolução Industrial para criar um padrão mínimo de peso que um trabalhador deveria ter para retornar à fábrica todos os dias, para produzir força de trabalho.

Aí a gente tem parte da explicação da origem do ódio por pessoas gordas. A magreza é cultuada não só pela estética e por questões morais, mas também por pressão dos modelos econômicos.
Ou seja, um corpo francês do século 19 se tornou o padrão universal que mede até hoje os corpos de todas as pessoas. Nossa vida, saúde e competência são pautados por uma fórmula do século retrasado! Com tudo o que o mundo evoluiu nas últimas décadas, isso não me parece justo.

E se a gente não questiona a Medicina, por exemplo, a homossexualidade até hoje estaria no Código Internacional de Doenças.

Se houvesse mesmo preocupação com a saúde do gordo, por que não equipar hospitais com os aparelhos adequados e exigir dos médicos um atendimento humanizado? Se uma pessoa com mais de 120 quilos precisar de ressonância magnética vai ter que fazer em uma hípica ou hospital veterinário. “Gorda desse jeito seu marido não vai querer fazer filho em você”, foi o que uma amiga ouviu em um consultório. Somos patologizados e desumanizados o tempo todo.

De forma alguma estou fazendo “apologia à obesidade”. Estou simplesmente defendendo a liberdade individual das diferenças. Para que todas as pessoas sejam tratadas da mesma forma e possam conviver dignamente em sociedade.

A demanda pela moda plus size é tão reprimida aqui no Brasil que esse pequeno bazar que criei em 2012 para que cada vez mais mulheres perdessem o medo de usar um biquíni na praia -, virou o Pop Plus, uma grande feira que atrai uma média de público de 12 mil pessoas e 70 marcas por edição.

E a cada feira ouço várias histórias de “primeiras vezes”. E me emociono até hoje, quase seis anos depois. A primeira vez que uma mulher gorda de 30, 40, 50 anos se permitiu comprar um biquíni, uma blusinha de alça ou uma vestido curto. São inúmeras histórias de redescoberta do amor próprio. A gente mostra a todo momento para essas mulheres que elas não estão sozinhas no mundo. O nosso fotógrafo lembra bem do início do evento. Se antes se escondiam da câmera, hoje pulam na frente dele pedindo para serem retratadas.

Crédito: Robson Leandro da Silva

Mas mesmo com esse crescimento, se eu precisar de um vestido maravilhoso para usar HOJE não posso simplesmente entrar em qualquer shopping center e escolher o que quero. Para quem veste acima do 54 então fica ainda mais difícil.

Hoje até sou uma pessoa que pode escolher e que não precisa mais recorrer apenas a roupas para senhoras, homens ou grávidas. Agora me olho no espelho e me sinto satisfeita com o que vejo e como me visto. Mas há mulheres e homens pelo Brasil que ainda não conseguem nem o básico. Precisamos popularizar ainda mais o acesso a moda plus size para todos os bolsos e tamanhos.

A gente vive uma era na qual os profissionais estão repensando a moda em termos de sustentabilidade, de consumo consciente e de gênero. Só que é preciso também incluir pessoas de diferentes tipos de corpos, tamanhos e necessidades. E não só como potenciais consumidores e modelos, mas também como possíveis gestores e criadores de uma nova mentalidade com inclusão real. Que não fique só no discurso e no marketing vazio.

“Minha luta, na verdade, não é sobre moda e nem sobre autoestima e sim sobre respeito, autonomia e liberdade. Não tem melhor coisa do que exercitar a liberdade de ser quem a gente é.”

Revisitando minha trajetória para construir essa palestra percebi que a minha luta, na verdade, não é sobre moda e nem sobre autoestima e sim sobre respeito, autonomia e liberdade. Não tem melhor coisa do que exercitar a liberdade de ser quem a gente é.

Crédito: Robson Leandro da Silva

A minha vontade não é criar um novo padrão de beleza e sim quebrar todos os padrões. Até porque beleza nem é a principal causa de minha luta. Quero mostrar que ser gordo é normal e que não é a pior coisa que pode acontecer na vida de uma pessoa. Para a mulher não achar que sua vida acabou se ela engordar. Que ela não se entupa de remédios que só destroem sua saúde mental e emocional. Que não mutile o seu corpo. Que não chore ao sair de uma loja. Que não deixe de viver sua vida. Porque a vida pode dar mesmo o maior praião quando a gente convive com as diferenças e aprende a se amar.

E que a gente jamais perca um dia de sol lá fora.

Obrigada.

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Todos os TEDxLaçador podem ser vistos no canal do TEDx Talks. 

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Agradecimentos:

Ana Goelzer e toda equipe do TEDxLaçador; todos os queridos colegas palestrantes do TEDxLaçador, que já viraram amigos; Fernanda Danelon, pela indicação para o elenco de palestrantes; Fabio Rex e Vitor Bastos (Tambor), por acreditarem em meu potencial; minha preparadora vocal, Joana Duah, por lapidar o meu potencial; Célia Mello, minha psicóloga querida; Robson Leandro da Silva, por registrar esses incríveis momentos do Pop Plus; Mariane Maure, pela montagem das manchetes; Camila de Lira, pela revisão do texto; Arlise Cardoso e a todas as amigas de Porto Alegre, pelo apoio e receptividade; Luciana Martinez, pelo apoio, amor e o look lindo da Allure Plus Size; Rita de Cássia Zarpellon, Vanessa Joda, Vivi Schwäger, Kalli Fonseca, Rack Land, pela autorização do uso de imagem; Caroline Souza Calazans, pela autorização do uso de imagem e por ter sido a responsável por esse grande estalo na transição de minha carreira; a todos os parceiros, amigos, clientes e colaboradores do Pop Plus; Hector Lima, meu marido, pelo seu amor, companhia, respeito e compreensão.

Circuito Cultural comemora 208 anos de independência da Colômbia com festival em São Paulo

Depois do sucesso da primeira edição em 2017, São Paulo recebe mais uma vez em julho o Circuito Cultural Colombiano para continuar mostrando ao público migrante e ao brasileiro a diversidade cultural da Colômbia e a alegria do seu povo. A grande festa conta com uma série de atrações culturais, folclóricas e gastronômicas para comemorar o mês da independência da Colômbia.

A programação estreia no sábado, 7 de julho, com exibição do documentário “Totó”, de Hector Francisco Córdoba, sobre a grande dama da música folclórica colombiana Toto La Momposina. O circuito percorre vários bares, praças e centros culturais da cidade e tem o encerramento oficial no dia 17 de agosto.

Para acompanhar diariamente a programação curta a fanpage do evento www.facebook.com/circuitoculturalcolombiano

Circuito de 2017

Leia mais neste blog: 

Minha primeira experiência em um TEDx

TEDxtê

No último sábado participei pela primeira vez de um TEDx e fiquei muito feliz em ver minha postura altiva nas fotos. Sofri MUITO com a timidez na infância e adolescência e só na idade adulta desbundei e deixei a cara de pau aflorar (não era introvertida não, só estava no armário rsrs). Mas um resquício dessa timidez sempre ficou, tanto que em minha carreira como jornalista sempre preferi escrever, pautar, editar e pesquisar do que ser repórter de rua. E não sofri tanto na transição da carreira para empreendedora da área de moda e eventos pois sempre gostei mais dos bastidores e de produção.

Ao longo da vida participei de vários debates como convidada ou moderadora e fui entrevistada por alguns veículos por conta de meu trabalho com o Pop Plus e mesmo antes, quando atuava com música independente, com a Popscene ou quando fazia o informativo Assessorindie. Mas ainda tenho uma dificuldade enorme em palestrar solo. Na verdade foi já a terceira vez que fiz isso, então até preciso me cobrar menos. Mas como gosto sempre de dar a real, pois a vida não é perfeita, vou contar todo o drama que foi pra mim essa preparação para você, mulher que ainda sofre com isso, saber que não está sozinha!

O convite pro TEDx Laçador, que acontece em Porto Alegre, foi feito há uns nove meses pela querida Ana Goelzer e fiquei muito feliz. Participar de um TEDx virou meta desde que entrei na briga por uma moda mas democrática e pelo respeito às pessoas gordas, pois acho necessário essa discussão sair cada vez mais de nossa bolha e se espalhar por toda a sociedade.

Fiz uma super preparação. Li o livro do Chris Anderson, pesquisei, preparei, escrevi e reescrevi o texto 10 vezes. Fiz aula de expressão corporal, dicção e voz com muito amor, carinho e cuidado com a ajuda da própria Ana, da preparadora vocal Joana Duah (recomendo MUITO!) e tive apoio até da minha psicóloga Célia Regina de Mello. Mas na fase de memorização não consegui ensaiar como eu gostaria, pois meu ritmo de trabalho foi intenso nos últimos meses e o texto não ficou na ponta da língua. E ainda fiquei gripada, com asma e sem voz depois do Pop Plus de junho. Stress, cansaço e ansiedade sempre baixam minha resistência e ferram meu sistema respiratório.

Nos dias anteriores ao TEDx me deu uma PUTA crise de ansiedade, aquelas que dão a ponto de você se questionar “por que aceitei isso?”, “não sou capaz” e “nunca mais”. Tanto houve transmissão ao vivo e não divulguei o link para ninguém, nem para a minha família, rsrs. Só passei pro Hector Lima, meu amor e companheiro que aguenta essas minhas crises.

O TEDx de Lia Vainer Schucman, autora da tese que virou livro “Entre o “encardido”, o “branco” e o “branquíssimo”: raça, hierarquia e poder na construção da branquitude paulistana”

No ensaio geral da véspera fui péssima, tive vários brancos, aí fiquei mais apavorada ainda. Mas aí o que me tranquilizou foi lembrar do TEDx da doutora em Psicologia Social Lia Vainer Schucman e da palestra da maravilhosa médica Júlia Rocha. Elas me mostraram que a técnica ajuda mas que não precisa ser perfeita, o que importa é a mensagem que você tem a passar. Sem falar do texto da Thais Fabris que eu já compartilhei umas 10 vezes. Pra quem ainda não viu é esse aqui:

“Mulher, se um microfone estiver vindo em sua direção, se te chamarem num palco, se te pedirem para apresentar algo, você NÃO, NUNCA, EM HIPÓTESE ALGUMA diz “não vou, sou tímida, tenho vergonha” e MUITO MENOS você deixa um homem ir no seu lugar. Ergue sua voz no espaço público. Por você. Por mim. Por todas as que não têm essa chance. Por favor. Por amor. ❤”

Aí respirei fundo e fui. Eu poderia não ter usado a colinha, ter mexido menos os braços, falado menos “né”? Poderia! Mas consegui passar a mensagem e a repercussão foi ótima! Consegui ser eu, falar coisas sérias, tristes e alegres, dar uma improvisada, tanto que passei uns 5 minutos do tempo previsto, rsrs.


Facilitação gráfica da palestra feita por @helice.cc

Muita gente veio falar comigo depois por ter se identificado, por empatia, por ter um parente que é gordo e que vê como a pessoa sofre por ser excluída da sociedade. E me emocionei quando uma médica chegou pra mim e falou, citando Raul Seixas, “eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes”. E aí eu vi que cheguei onde queria chegar, a ajudar nessa mudança de pensamento – como também tem sido feito de forma brilhante por outros ativistas gordos que admiro e que me inspiram diariamente nessa caminhada! REPENSE era justamente o tema do TEDx Laçador 2018.

O mote da minha fala foi sobre como a moda – um universo tido como superficial – abriu minha cabeça para a defesa das ideias e da realidade de outras mulheres gordas como eu. Mas que minha luta, na verdade, não é só sobre moda, beleza ou autoestima e sim sobre autonomia, liberdade e, acima de tudo, respeito. (O vídeo deve entrar no ar em 30 dias, quando estiver pronto eu posto aqui).

Participar do TEDx Laçador foi uma experiência inesquecível, um turbilhão absurdo de emoções da qual nunca vou esquecer tão cedo. Medo, ansiedade, admiração, risos, choro, tudo ao mesmo tempo! Mulheres e homens de origem humilde, pessoas de origem privilegiada, gente como eu e você, todas com algo em comum: pessoas que têm o bichinho da insatisfação dentro de si e que estão fazendo algo pela sua comunidade, quebrando paradigmas e fazendo a sociedade repensar.

Mulher, não é raro que muitas de nós tenhamos receio de nos expressar em público pois é esperado de nós que a gente se cale e só aceite tudo sem questionar. Mas tá com medo, vai com medo mesmo. Pois algumas coisas TÊM QUE ser ditas, ainda mais em tempos como esses! Enfim, cerque-se de uma rede de apoio, prepare-se do jeito que for possível, inspire-se em outras mulheres que você admira, mas jamais deixe passar uma oportunidade de erguer sua voz no espaço público! Você não está sozinha!

Update 23/07 = enfim no ar o vídeo do meu TEDx!

“Eu sou porque nós somos” #Ubuntu

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20 anos de Peloton e 20 anos de São Paulo

Peloton, The Delgados

Há 20 anos a banda escocesa The Delgados lançou seu segundo disco de estúdio, a obra-prima “Peloton”. Ao lado do Teenage Fanclub, Franz Ferdinand, Urusei Yatsura, Belle & Sebastian e Primal Scream, entre outras, o Delgados foi um dos responsáveis pela minha pira nas bandas da Escócia.

Há quem ache essas efemérides uma bobagem. Mas pra mim servem pra relembrar discos esquecidos na estante e momentos marcantes da vida. Esse disco me remete exatamente a quando mudei para São Paulo, no segundo semestre de 1998, com 21 anos. Lembro até de onde comprei, em um sebo na Alfonso Bovero, na Pompéia, o primeiro bairro onde morei na Capital.

Sair do conforto de Santos pra São Paulo é um salto gigantesco na vida de um caiçara. Quem é de lá sabe bem do que estou falando pois o conforto da terrinha é difícil de largar. Vim com um misto de expectativa, medo e ansiedade. Tanto que fui parar no hospital com crise de asma na primeira semana morando aqui haha.

Mas embora São Paulo continue me dando nos nervos, a paixão por essa loucura não diminuiu nem um pouco nesses 20 anos. E cada momento dessas duas décadas aqui na selva de pedra tem sua trilha sonora. Esse disco do Delgados foi a primeira delas.

Apaixonado por Merlí? Conheça um pedacinho da Catalunha em São Paulo

Pra quem está viciado na série Merlí e ficou interessado em conhecer um pouco mais da cultura catalã uma boa oportunidade é a noite do “Pá amb Tomàquet”, que acontece nessa sexta-feira (23) em São Paulo. O evento acontece na Associação Cultural Catalonia, que fica no Cambuci, em São Paulo.

O professor Merlí diz ao seu aluno Ivan que um fuet bem cortado é aquele que se pode ver a lua através dele

Ivan, personagem de “Merlí”

A associação foi fundada em 1990, é mantida por imigrantes catalães e seus descendentes e é o único centro catalão em atividade no Brasil. Além dos jantares, a entidade promove cursos de catalão, palestras, exposições, exibições de filmes, entre outras atividades. Com o impasse por conta do conturbado processo pela independência, o governo espanhol cancelou a subvenção anual que Generalitat de Catalunya destina aos centros catalães do exterior. Portanto, participando dos eventos deste ano você colabora com a manutenção do espaço. [Obs.: a Catalunha se mantém sob administração do governo central desde o final de outubro, após a frustrada declaração de independência.]

Já estive em algumas noites de “Pá amb Tomàquet” e vale muito a pena, o ambiente é super descontraído e divertido, além da comida ser deliciosa. E dá pra matar a saudade de quem ama a região da Catalunha mas que está impossibilitado de viajar por conta dos preços absurdos das passagens para Barcelona. ;~~

Noite do Pá amb tomàquet na qual estive em 2013

O buffet conta com os omeletes (truita) de batatas, a “escalivada” de pimentão, cebola e berinjela, peças da famosa charcutaria catalã, como o fuet (que no Netflix Brasil traduzem como salame mas não é a mesma coisa, é um similar), butifarra, sobrassada e presunto, além de muito pão com tomate, é claro. O ingresso custa 40 reais para não associados (30 para sócios) e a reserva pode ser feita através de depósito bancário ou pelo PagSeguro. Os preços não incluem as bebidas. O e-mail de informações é info@catalonia.com.br

Não tenho família ou origem catalã, mas me apaixonei pela cultura nas duas vezes em que estive na Catalunha (além de Barcelona também passei por Berga, Girona e Figueres), assim como também amo a Colômbia e a Escócia (cada doido com sua mania…). É uma região linda, com um povo muito politizado, de cultura muito rica e peculiar. Como não amar uma região cujo símbolo é um boneco cagão? <3

Pra quem vai ao Primavera Sound deste ano aproveite pra ler meu post com dicas de Barcelona para indies de baixo orçamento. Infelizmente esse ano não irei mas continuo acompanhando tudo o que acontece em Barcelona do lado de cá do oceano.

Serviço:

Noite do Pá amb Tomàquet no Catalonia
Data: 23 de março de 2018, sexta-feira, a partir das 19h
Endereço: Associação Cultural Catalonia – Av. Lins de Vasconcelos, 1807 – Cambuci – São Paulo/SP
Estacionamento não conveniado no Posto Ipiranga, na esquina, ao lado da sede
Evento: https://www.facebook.com/events/322220918182487/

Tudo sobre o Baile do Bowie que acontece neste sábado 6 de janeiro no Cine Joia

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Neste sábado, 6 de janeiro, acontece a quarta edição do Baile do Bowie, festa que produzo desde 2015 em São Paulo. Minha intenção com essa noite, além de homenagear David Bowie, é resgatar a diversidade no rock, que anda muito hetero e se esqueceu como rebolar é bom. Por isso priorizamos DJs e drags, em um clima mais de pista de dança do que de show.

Um de meus orgulhos na vida foi ter enxergado David Bowie em Ikaro Kadoshi. A primeira vez em que ele interpretou o artista inglês foi em 2015, na primeira edição do Baile do Bowie que produzi em fevereiro no Alberta #3. A partir daí foi impossível não convidá-lo novamente para as outras edições do baile pois a simbiose foi instantânea.

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2015 (Foto: Marcelo F.)

Em 2016 o baile passou a ser realizado no Cine Joia, sempre na semana do aniversário de Bowie (8 de janeiro), em uma edição que ficou marcada até hoje em nossas memórias. Nem imaginaríamos que dois dias depois ele faleceria. Ficou a sensação de termos homenageado nosso ídolo ainda em vida. Aliás, se há um artista cuja genialidade sempre foi celebrada esse foi Bowie. Não existe um “virou fã depois que morreu” pois quase todo mundo já era fã ou gostava muito de pelo menos uma dúzia de músicas dele.

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2016 (Foto: Felipe Prado)

Em 2017 comemoramos os 70 anos de Bowie e Ikaro interpretou “As the world falls down”, uma das músicas da trilha sonora de “Labirinto”, filme que marcou as crianças dos anos 80. Deu pra ver vários trintões chorando na platéia com a performance! <3

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2017 (Foto: Marcelo F.)

Pra 2018 estamos preparando outro baile lindo, com duas canções ainda não dubladas pelo Ikaro. Desde o ano passado deixei de discotecar na festa e passei a focar na produção e na divulgação. Vão tocar o Daniel Martins, que se tornou DJ residente do baile, e as maravilhosas Debbie Hell, Joyce Guillarducci e Paula Pretel, todos muito fãs de Bowie. As maquiadoras serão Melina Beraldo e a Niége Benedito. A hostess e apresentadora será mais uma vez a bafônica Sarah Schwarz. A novidade para essa edição serão as performances de Ginger Moon e Greta Dubois, integrantes do Riot Queens, grupo que se destacou na noite de São Paulo reunindo drags mulheres.

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DJ Daniel Martins. (Foto: Felipe Prado)

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DJ Debbie Hell. Foto: Felipe Prado

Outro momento bem bacana da festa é o concurso de looks inspirados em David Bowie. Dessa vez vamos premiar os dois primeiros colocados com camisetas das grifes all sizes gaúchas Chica Bolacha e Chico. Não é obrigatório ir montado mas é muito legal quando participam, o clima fica maravilhoso! Pra quem não é habilidoso com make, as primeiras pessoas que chegam podem ser maquiados por Melina Beraldo ou Niége Benedito. É só chegar cedo e retirar a senha com a hostess na porta. Cada maquiadora atenderá cerca de 30 pessoas no mezanino.

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Concurso de looks em 2017 (Foto: Marcelo F.)

Muitos me pedem para fazer mais vezes mas não vejo sentido em fazer mais uma edição por ano em São Paulo, pois a ideia é celebrar o artista em seu aniversário. Então aproveitem pois depois só em 2019! ;-)

Compre já o seu ingresso, aproveite enquanto ainda está no primeiro lote a 30 reais. Na porta vai estar 50! O link de vendas online é https://www.ingresse.com/ingressos-cine-joia-baile-do-bowie Dá pra comprar também na bilheteria do Cine Joia hoje e amanhã das 10h às 14h e das 15h às 18h. Ou no sábado uma hora antes da abertura da festa, que começa às 23h.

Pra quem tá meio duro nesse começo de ano e não quer perder a festa, as fanpages David Bowie Brasil e a Cansei de Mainstream estão fazendo sorteios de pares de ingressos. Não deixem pra última hora!

Espero vocês! <3

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Minhas montações em 2015, 2016 e 2017

Baile do Bowie 2018 @ Cine Joia
Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade – São Paulo/SP (Metrô Liberdade – Linha Azul)
Data: 06/01/2018 das 23h às 5h
Show principal: Ikaro Kadoshi
Performances: Ginger Moon, Greta Dubois
DJs: Daniel Martins, Debbie Hell, Paula Pretel, Joyce Guillarducci
Hostess: Sarah Schwarz
Beauty artists: Melina Beraldo, Niége Benedito
Ingressos: Lote 1 – R$ 30; Lote 2 – R$ 40; Porta – R$ 50
Evento: http://bit.ly/bailedobowie2018
Ingressos: http://bit.ly/ticketsbaile2018
RP: Flávia Durante
Produção: Cena Pop Eventos Criativos 
Apoio: Chica Bolacha e Chico

Comunidade colombiana comemora 207 anos de independência com festa em São Paulo

Quem acompanha esse blog há algum tempo sabe que aqui é quase um setorial da Colômbia! <3 E para alegria de quem também ama esse maravilhoso país vizinho, São Paulo está recebendo em julho o Circuito Cultural Colombiano com uma série de atrações culturais, folclóricas e gastronômicas para comemorar o mês da independência da Colômbia.

Um dos principais eventos será uma grande festa no Memorial da América Latina dia 22 de julho: 207 años Celebremos Nuestra Independencia, das 11h às 18h, com entrada gratuita.

A festa da independência vai contar com a participação de 16 restaurantes colombianos (!!!) com a gastronomia de diversas partes do país, além de exposição e venda de artesanato e de produtos locais. Entre os shows estão o de Victoria Saavedra, cantora colombiana que vive em São Paulo há sete anos e está lançando seu primeiro disco, “Remanso entre raízes”. Foi confirmado também o show da banda Bazurto All Stars, de Cartagena, um dos grandes destaques da champeta moderna.

No evento no Facebook os produtores estão postando informações sobre todos os restaurantes e atrações! <3

Veja também os outros eventos colombianos que estão acontecendo em São Paulo em julho pelo Circuito Cultural Colombiano:

Leia mais neste blog: 

Stocky Bodies

Onde encontrar diversidade de corpos nos bancos de imagens

Stocky Bodies

Crédito: Exemplo de imagem do Stocky Bodies

Os “headless fatties”, gordos sem cabeça de tantas matérias e campanhas

A publicidade e imprensa finalmente começam a enxergar a diversidade de corpos e não fazem mais do que a obrigação. Mas pessoas gordas ainda são muito representadas na mídia através de um de seus mais lamentáveis estereótipos, os “headless fatties”. São fotos de homens e mulheres gordos sem cabeça, geralmente desleixados e de moletom, que ainda ilustram muitas matérias e campanhas. Ninguém precisa estar lindo e arrumado 100% do tempo, mas não é preciso representar pessoas gordas somente através desse estigma.

Uma das iniciativas recentes mais interessantes em termos de representatividade no segmento plus size foi a parceria do site Refinery29 com a marca plus size Lane Bryant e a Getty Images. Eles criaram a 67percentcollection, um banco com imagens positivas de pessoas gordas em cenas corriqueiras como escovando os dentes, chamando um taxi na rua, praticando esportes, colocando maquiagem ou mexendo no celular. Coisas que qualquer pessoa faz, inclusive eu e você.

Outros bancos de imagens com corpos gordos são:

O Rudd Center faz parte da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, além do banco de imagens, conta também com diretrizes para jornalistas tratarem de assuntos relativos a pessoas gordas evitando perpetuar estigmas. Dá para baixar aqui.

Pessoas gordas são mais do que seu tamanho. Elas não precisam estar só em especiais de moda plus size ou em matérias sobre preconceito, distúrbios alimentares e culpa na alimentação. Podemos ser personagens e protagonistas também de artigos e campanhas de maquiagem, bancos, carros, esportes, maternidade, tecnologia, música, sabão em pó, até de manteiga… E, não se esqueçam, elas têm cabeça, profissão e nome!

Stocky Bodies

Crédito: Exemplo de imagem do Stocky Bodies

UPDATE 08/08/2017:

No Brasil, foi lançado esta semana o Mulheres inVisíveis, o primeiro banco de imagens nacional focado em diversidade. O site inclui fotos de mulheres gordas, negras, trans, tatuadas, enfim, pessoas comuns que vemos pelas ruas. As imagens foram criadas pela 65/10, consultoria especializada em mulheres, em parceria com o coletivo CatsuStreet e estão à venda nos sites Fotolia e Adobestock, com renda revertida para a expansão do banco de imagens.

“Há dois anos trabalhamos para mudar a maneira que a mulher é representada na publicidade. E há dois anos nos deparamos com a dificuldade para mulheres negras, gordas, lésbicas e trans nos castings e escolhas de imagens dos clientes. O Mulheres inVisíveis nasceu como resposta prática a isso, para não ter a desculpa de ‘não encontramos essas imagens nos bancos”, conta Thaís Fabris, uma das sócias da 65/10. “A ideia é também fomentar o debate sobre a necessidade de uma publicidade mais diversa e inclusiva”.

mulheresinvisiveis

Imagem do banco do Mulheres inVisíveis