9 anos sem Amy Winehouse: conheça os fotógrafos que melhor retrataram a cantora

Dia 23 de julho de 2011 foi com certeza um dos piores dias de minha vida, o dia da morte de Amy Winehouse. Lembro exatamente do momento em que o Hector me comunicou. Eu estava acordando, ele já havia acordado e visto a notícia e me fez sentar de novo na cama: “Flávia…”. Me deu um arrepio pela espinha inteira e já imaginava que seria algo com a Amy.

Meu mundo desabou na hora, cheguei a chorar de quase desmaiar e me dar uns tapas na cabeça, como se fosse pra acordar daquele pesadelo. Como disse no texto que escrevi pro G1 na ocasião, “Pode parecer futilidade sofrer tanto com a morte de alguém que nem sabia de nossa existência, mas como a nossa religião é a música, nos sentimos ligados a esses artistas como se fossemos irmãos de alma. Com seu talento e sensibilidade eles passam a fazer parte de nossas vidas, como alguém muito íntimo que fala conosco através de sua música. E a dor pela sua perda é real, chega a ser física.” E foi mesmo! A dor até fica enterrada, mas não passa.

Vendo o show de Amy do palco, depois de discotecar no Summer Soul Festival em SP. Nem tentei chegar mais perto ou tietar, pra mim era como se fosse uma semideusa

Por mais que para todo mundo fosse óbvio que isso fosse acontecer, para quem era fã sempre havia a esperança de sua recuperação completa. Outra coisa que pouco se discute foi o papel dos transtornos alimentares em sua morte. Leiam esse artigo na Pitchfork: “We Need to Talk About Amy Winehouse’s Eating Disorder and Its Role In Her Death”. Como disse seu próprio irmão Alex, “anos de bulimia deixaram Amy mais fraca e mais suscetível ao impacto físico de seus vícios em álcool e drogas.

A carreira de Amy foi curta mas seu legado foi intenso. Sem Amy não haveria a volta de cantoras-compositoras “esquisitas” ou fora do padrão como Lady Gaga, Florence Welch, Lana Del Rey, Janelle Monáe e Adele, entre tantas que surgiram nos anos 2000. Amy resgatou a importância do talento, voz e sensibilidade acima de uma imagem perfeitinha e de plástico como a das artistas dos anos 90. Palavras da própria Adele: “Amy abriu o caminho para artistas como eu e deixou as pessoas empolgadas com a música britânica novamente. Eu acho que ela nunca percebeu o quão brilhante ela era e o quão importante ela é.” Mas nós percebemos, Adele! <3

Pra gente sempre se lembrar da imagem de Amy de uma forma positiva, vou listar aqui alguns fotógrafos que registraram imagens memoráveis de nossa querida menina de Camden Town.

Mischa Richter – Instagram @mischarichter

Autor da icônica capa do segundo álbum de Amy, “Back to Black”, de 2006. Foi uma das poucas vezes que o fotógrafo inglês retratou músicos e fez logo a capa de um dos álbuns mais importantes do século XXI. Depois dessa sessão de fotos para a capa ele nunca mais a viu novamente.

@mischarichter

Charles Moriarty – Instagram @charlesmoriarty

Moriarty fez a capa do primeiro álbum de Amy”, Frank”, de 2003. Amigo pessoal da cantora, o irlandês é também autor de dois livros de fotografia de Amy, “Before Frank” e “Back to Amy”. “Quero que ela seja lembrada como a garota divertida que conheci. Ela era intensa, talentosa e muito viva. Quero que as pessoas compartilhem dessa minha visão”, disse Charles para a revista People.

@charlesmoriarty

Karen Robinson – www.karenrobinson.co.uk

Em dezembro de 2003 e janeiro de 2004, a fotógrafa Karen Robinson fotografou Amy três vezes para o Observer Music Monthly e produziu imagens esplendorosas. Veja todas aqui.

Bryan Adams – Instagram: @bryanadams

Sim, o cantor canadense famoso nos anos 80 pelo hit “Heaven” é também um excelente fotógrafo. Ele produziu imagens memoráveis de Amy na era “Back to Black”.

@bryanadams

Dean Chalkley – Instagram @deanchalkley_/

Fotojornalista autor de capas de revistas e jornais, Chalkey acompanhou o auge da carreira de Amy na mídia, como esta abaixo, que foi capa da NME.

@deanchalkley_

Tom Oxley – @tomoxleyphoto

Fotógrafo de música que acompanhou inúmeros shows de Amy e registrou também seus bastidores.

@tomoxleyphoto

Andy Willsher – @andy_willsher

Willsher foi um dos maiores fotógrafos da NME e é dele esse retrato de Amy no festival da Ilha de Wight, em 2007.

Nesses anos tempetuosos em que ela passou jamais compartilhei uma foto dela bêbada, drogada, tropeçando ou sofrendo. Embora isso tenha sim feito parte de sua vida quem produziu ou compartilhou imagens dela dessa forma de uma maneira julgadora ou sensacionalista teve sim um dedo em seu sofrimento. É assim que devemos lembrar de Amy Winehouse: sorridente, talentosa, encantadora e espirituosa. Descanse em paz, Amy Jade Mermaid.

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