Maratona Teenage Fanclub – Falta 1 dia: fãs escolhem suas músicas favoritas – Parte 2

Ana Antoniolli, São Paulo/SP: Tenho 5 que ouço esteja triste ou alegre pois elas servem p/ qquer momento, mesmo não tendo nada a ver com a história:
Alcoholiday (Versão de 1990 – Peel Sessions, anterior a do “Bandwagonesque”)
The Cabbage (do Thirteen)
Neil Jung (Grand Prix)
Winter (Songs of the Northen Britain)
E das covers mais incríveis (que acabou se tornando uma das minhas top 5) é “I Saw The Light”, cover do Todd Rundgren. Só eles pra deixar uma cover melhor do que a música original, heuahayah!

Alexandre Matias, Brasila: “The Concept”. Foi a primeira música deles que eu vi na vida, lembro direitinho, festival de Reading de 1992, por algum motivo transmitido pela TV Bandeirantes (num tempo em que nem eles se referiam a si mesmos como “Band”). Por conjunções astrais inexplicáveis, estava, ao mesmo tempo, valorizando o lado cancioneiro dos Beatles – aquela época em que você percebe que o “Rubber Soul” é tão importante quanto o “Revolver” – e descobrindo o Big Star via Replacements, e aí me vem essa banda, mais simples que tudo, valorizando a canção e a música pop num tempo em que as outras bandas que passaram naquela tarde de sábado tinham nomes como Ned’s Atomic Dustbin, Swervedriver ou Wonder Stuff. E mesmo sendo o festival que lançou o Nirvana para o resto do mundo, são as camisas listradas do Teenage e o vestidinho curto de PJ Harvey (cantando “Sheela-Na-Gig”) minhas lembranças mais precisas daquela tarde dos meus 17 anos. Foi o suficiente para sair atrás de um disco de nome comprido, que tinha um saco de dinheiro desenhado na capa, rosa-choque e amarelo-limão. Fui encontrá-lo em CD, nas lojas Americanas, edição que carrego comigo até hoje.

Fábio Bianchini, FloripaHá alguns anos, um desses canais de TV por assinatura passava “Cheers”, aquele seriado antigo, que se passa dentro de um boteco. A música de abertura diz “algumas vezes você quer ir aonde todo mundo sabe o seu nome e estão sempre felizes por você ter aparecido”. Uma das personagens com quem é mais fácil de simpatizar no programa é um cara do tipo normalzão, que passa longe de ser o astro: fica ali no balcão, quase sempre com uma caneca de cerveja na mão, e ocasionalmente solta umas pérolas de sabedoria. Não por acaso, o nome dele é Norman. Norman também é o nome do cara quem compôs “Baby Lee”. É vocalista e guitarrista do Teenage Fanclub, uma das minhas bandas preferidas. Muitos dos meus amigos discordam frontalmente disso. “Medíocre”, “irrelevante” e “bandinha” são os adjetivos que usam comumente. Estão falando merda, claro, mas dá para entender de onde vem essa corrente de pensamento. Troco todos os derrogatórios ali do parágrafo anterior por “incorrigivelmente humano”. Animal o tempo todo, querendo ser transcendental, ocasionalmente conseguindo, frequentemente mundano pacas. E é esse lado mundano que quebra pra muita gente, deixa parecer que falta arrebatamento ou paixão, quando, na verdade, é a realização de algumas das promessas mais belas, solidárias e (de novo) humanas que a arte nos faz. Tudo isso fica ainda mais exacerbado quando, 20 anos adentro da carreira, eles lançam uma música como “Baby Lee”. A essa altura do campeonato, é como olhar nos olhos dos amigos, da família, das pessoas amadas e saber que nem precisa dizer ou ouvir “eu te amo”, mas querer mostrar mesmo assim. “Baby Lee” é arranjar novos motivos para amar aqueles que nos cercam ao mesmo tempo em que se apaixona de novo pelos motivos antigos. É sentir segurança quando olha em volta e lembrar de sempre olhar em volta quando precisa dela. “Baby Lee” sabe o meu nome. “Baby Lee” está sempre feliz porque eu cheguei.

Shin Oliva Suzuki, SP: Tinha 15 anos e a minha primeira namorada de verdade era japonesinha do tipo ‘Nippon kid’ e meio patricinha, mas por algum desvio da natureza curtia Teenage Fanclub demais. Mais do que eu até. Me lembro que no Dia dos Namorados de 1994 ela me deu uma camisa da Ellus bem de playba junto com uma fitinha que tinha o “Bandwagonesque” mais o single de “What You Do To Me”. Eu só gravava os clipes na MTV. Me recordo até hoje do arrepio com os primeiros acordes de ‘I Don’t Know’, junto com a paixão batendo. Foi a primeira menina a quem eu disse ‘te amo’. Hoje no show a gente deve se encontrar – cada um com seus respectivos cônjuges e tudo parte de um passado bacana, uma passagem legal da adolescência que permanece. Fico pensando que é tipo eu no final de “Anos Incríveis”, né?

Eu mesma: A primeira vez em que ouvi o “Bandwagonesque”, emprestado do Leandro Saueia quando eu estava no primeiro ano da Facos, em 1994, não gostei muito. Por favor, não me julguem, eu tinha de 16 pra 17 anos e era fã de Guns n’ Roses e heavy metal! Felizmente os amigos de faculdade me levaram pra um bom caminho e aos poucos fui gostando de coisas diferentes. Nos idos de 1998, quando vim morar em São Paulo, comecei a participar do chat de Música do ZAZ, entrei pra Poplist, aí danou-se, virei indie, hahaha! Em uma lojinha de discos da Av. Paulista quase esquina da Brigadeiro encontrei o CD do “Grand Prix” por 10 reais, foi aí que me apaixonei pela banda de vez e é o meu disco favorito deles até hoje. A Aninha Antoniolli, que sempre foi louca por eles, também me influenciou muito! Nunca me esqueço da vez em que ela subiu no palco do Orbital num show do Astromato em meados de 2001, quando eles fizeram uma cover de “Sparky’s Dream”, haha. O mesmo Orbital também foi cenário de uma festa que fizemos por um tempo com a Polly chamada “Discolite”. Pirei nos três shows em São Paulo em 2004 e tive o prazer de trabalhar no lançamento do “Man Made” no Brasil em 2005, pela finada Slag. Quem diria que eu iria virar fã incondicional daquela banda pra quem eu torcia o nariz no começo? Difícil mesmo escolher uma só, mas escolho a “Neil Jung”, pois além do “Grand Prix” ser o disco que fez com que eu me apaixonasse pela banda, compartilho com os Fannies o amor pelo Neilzão! ♥

Priceless
Set list do terceiro show do TFC em SP

Nos shows do Sesc Pompéia em 2004

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